Fundo de investimento internacional e economia americana

Frente as incertezas que vive o Brasil é cada vez mais importante a proteção do patrimônio, e a diversificação em fundo de investimento internacional surge como uma excelente oportunidade de diversificar o capital em outras economias, o objetivo desse artigo e vídeo é mostrar alguns desses fundos e situação da economia americana.

O vídeo feito, conta com a participação de Lucas Paulino do Melhores Fundos e Vinicius Langoni da gestora americana Western Asset que atualmente é a maior gestora de fundos de investimento independente do Brasil onde administra mais de R$ 36 bilhões em ativos e em todo mundo faz a gestão de mais de US$ 450 bilhões de dólares, ainda conta com nove escritórios em oito países. Para saber mais sobre a Western (clique aqui)

Falamos sobre as principais economias do mundo e qual é a visão da Western, e também como aplicar em fundos de investimentos com exposição a ativos internacionais, veja o vídeo abaixo:

A diversificação do patrimônio diminui o risco do portfólio, comentamos mais a respeito no artigo Como fazer uma boa diversificação de carteira. Abaixo é listado os fundos de investimento internacional que a Western Asset disponibiliza em seu portfólio:

FUNDO DE INVESTIMENTO INTERNACIONAL

WESTERN ASSET FIA INDEX S&P 500

É um fundo de investimento internacional com exposição fiel ao índice americano S&P em reais que tem a diversificação em mais de 500 ações, cuja estratégia é receber a rentabilidade do S&P mais taxa de juros do Brasil, ou seja, S&P mais a SELIC que rende atualmente 14,25%. Por exemplo se o S&P render 10% no ano é somado com a rentabilidade da SELIC de 14,25% e chegamos a 24,25% de retorno.

WESTERN ASSET FIA BDR NÍVEL 1

É um fundo de investimento internacional que investe em BDR’s que são certificados de ações internacionais emitidos no Brasil, esse é um fundo de investimento com uma quantidade menor de ações, que são selecionadas conforme análise dos gestores, é importante destacar que tem exposição cambial, ou seja, variação da ação mais dólar.

Diversifique em fundo de investimentos internacional
Diversifique em fundo de investimentos internacional

A visão da Western sobre as principais economias do mundo são:

ESTADOS UNIDOS

Na visão da Western a economia americana tem um bom potencial de crescimento e isso se reflete na bolsa apesar de uma queda recente, é muito mais uma questão de correção do que receio de desempenho da economia americana, ou seja, abre espaço para comprar ativos da bolsa americana a valores mais baratos do que em 2014, mesmo que o crescimento não seja igual ao visto nos últimos anos, existe espaço para crescimento, mesmo que tímido.

Falando do aumento dos juros no EUA, o banco central americano (FED) já deu sinal que é questão de meses para começar a subir os juros, o objetivo é uma normalização dos juros, pois o patamar atual dos juros próximo de zero é anormal. O próprio FED já sinalizou que deve aumentar os juros para um patamar inferior ao da inflação projetada, ou seja, é um nível que ainda traz estimulo financeiro para recuperação da atividade.

CHINA

Segue com sinal de crescimento na faixa de 7%a.a., vale o destaque que é uma economia centralizada, e dirigida pelo partido comunista onde tudo é feito por engenheiros. Atualmente acontece o nascimento de uma nova China que antes funcionava como um grande “centro” produtor focado em exportação para o mundo com crescimento na faixa de 10%a.a. e “vira a chave” para uma economia de consumo interno, pois houve uma forte migração de pessoas do campo para centro que tem novas necessidades e demandam consumo.

Quer saber como investir nos melhores fundos internacionais? Deixe suas dúvidas abaixo nos comentários ou me envie suas dúvidas aqui.

S&P rebaixa o rating do Brasil | Entenda os impactos

A situação econômica brasileira que já estava complicada, agora fica pior com o a notícia que o S&P rebaixa o rating do Brasil, com esse rebaixamento da agência de risco Standard & Poor’s (S&P) o Brasil entrou no grau especulativo BB+, o objetivo do vídeo gravado é mostrar o impacto desse rebaixamento e em quais aspectos impactam a economia brasileira. Esse evento online contou com a participação de Lucas Paulino responsável pelo site Melhores Fundos e Celson Placido, estrategista-chefe da XP investimentos (Maior corretora independente do Brasil).
A agência Moody’s já havia rebaixado o rating do Brasil dia 11 de agosto para Baa3, e conforme tabela abaixo, mantém grau de investimento de qualidade média.
Temos também uma terceira agência de risco, a Fitch que mantem a nota BBB para o Brasil e mesmo rebaixando o grau de investimento para BBB-, o Brasil ainda irá manter o grau de investimentos.
Para que o grau de investimento do Brasil seja efetivamente rebaixado é necessário que mais uma agência de rating além da S&P tire o grau de investimento, ou seja, duas agências.
Atualmente o Brasil se encontra nas escalas abaixo:

S&P rebaixa o rating do Brasil

Frente a queda do S&P abrimos três grupos principais de assuntos, que é o (i) cenário econômico nacional, (ii) global e (iii) cenário político do Brasil, os tópicos foram:

CENÁRIO ECONÔMICO NACIONAL
  • Queda no Rating do Brasil pela S&P, entenda os impactos;
  • Taxa SELIC;
  • Dólar;
  • Orçamento 2016;
  • Recessão;
CENÁRIO POLITICO
  • Aumento de impostos;
  • Impeachment;
CENÁRIO ECONÔMICO GLOBAL
  • Aumento de Juros no EUA;
  • Desaceleração China;

Frente a cenários incertos na economia brasileira, nem toda notícia é ruim, pois surgem oportunidades como aplicações financeiras de alta performance, como:

  • CDB´s de bancos médios e pequenos pagando mais de 16%a.a.,
  • Debentures incentivadas (isenta de imposto de renda) com retorno superior a IPCA+7%a.a.
  •  Ações baratas,

Ao mesmo tempo é necessário cautela e conhecimento para fazer os movimentos certos, o objetivo desse vídeo é proporcionar mais conhecimento para você tomar decisões mais assertivas e não somente rentabilizar o patrimônio, mas também proteger da melhor maneira possível.

Se quiser uma assessoria especializada para fazer a alocação do patrimônio e ter uma carteira de alta performance basta entrar em contato por aqui.

Gostou do conteúdo, quer saber mais sobre outro conteúdo, deixe suas considerações nos comentários.

Melhores fundos multimercados em 2015

O ano começou bem para os fundos multimercados em 2015 e se comparados a 2014, tudo leva a crer que será um ano muito melhor para essa categoria.  Ao olhar o índice IFMM, nesse ano a rentabilidade para esses fundos já supera os 4%.

O IFMM é o principal índice de fundos multimercados do mercado e  pode ser usado como benchmark para ajudar a entender melhor o comportamento dos fundos disponíveis nessa categoria. Criado pelo BTG Pactual, os fundos que compõem o índice tem alguns pré-requisitos como serem classificados pela ANBIMA como: a) serem Multimercado com renda variável ou renda variável com alavancagem; b) não deve ser exclusivo; e c) não pode ser fundo espelho.

O rebalanceamento do índice é feito trimestralmente (janeiro, abril, julho e outubro) e para compor o índice, os fundos devem ter no mínimo 12 meses de histórico, além de um patrimônio líquido de no mínimo R$ 25 milhões. A mesma metodologia é válida para o IFMM-A com a diferença que este último contém somente fundos abertos para aplicação. Para entender melhor a metodologia de ambos, clique aqui. Para ver a composição de fundos que participam dos índices clique nos nomes IFMM e IFMM-A.

O índice IFMM em 2014 acumulou um rendimento de 70,2% do CDI e não é pra menos, foi um ano desafiador aos gestores de recursos frente a eleições, escândalo da Petrobrás, etc.

Mas a realidade para os fundos multimercados mudou no ano de 2015 e ao analisar os últimos 12 meses (até fevereiro/2015), o índice já representa uma rentabilidade de 112,3% do CDI mesmo contabilizando meses de muita incerteza em 2014. Vale destacar que o CDI aumentou nos últimos meses e com os fundos tendo uma performance ainda superior ao CDI, mostra como uma boa diversificação da carteira em fundos para o médio e longo prazo fazem muito sentido.

Para comparar o desempenho do IFMM com demais índices do mercado, segue tabela:

Tabela de rentabilidade dos índices
Comparação do desempenho dos índices desde Janeiro/2000

Boa parte da rentabilidade superior ao CDI em 2015 são as posições em dólar que os gestores de recursos “acertaram a mão”, e também posições feitas no exterior. As alocações feitas  no exterior vão ficar ainda mais expressivas nos fundos multimercado, pois a atual regra da CVM que permite investimento no exterior de até 20% do patrimônio líquido do fundo (em alguns fundos no máximo 10%), mas uma nova regra que será valida a partir do segundo semestre de 2015 vai possibilitar os gestores alocarem até 40% do PL do fundo no exterior.

Para entender mais o potencial dos fundos multimercados, ao separar uma amostra dos 20 fundos mais rentáveis em Janeiro e Fevereiro (bimestre), quatro deles rentabilizaram mais do que durante todo o ano de 2014, eles são: SPX, Ibiuna, Gávea e VentureStar (foi analisado somente fundos não-exclusivo e PL acima de 50 milhões).

Desempenho superior dos multimercados em 2015
Comparação da rentabilidade dos fundos multimercados em 2015 e 2014

Um exemplo prático de posições montadas no dólar e no exterior, pode ser o fundo Gávea Macro que conta com posições em dólar americano, na Ásia, EMEA (em português Europa, Oriente Médio e África), G7, entre outros. Com as novas regras da CVM, o fundo poderá alocar uma parte muito maior do seu patrimônio líquido no exterior e consequentemente potencializar o retorno.

Ok, mas como vou escolher os melhores fundos dentro de um universo de mais de 12 mil fundos?

Realmente não é um trabalho fácil. É necessário pesquisar a taxa de administração, categoria do fundo, qualificação gestor, as atuais posições e por aí vai. Ufa! Mas tenho uma notícia boa: um especialista em fundos ou assessor de investimentos pode lhe apresentar os melhores fundos e isso irá lhe poupar muito tempo e dinheiro e diante das alternativas apresentadas fica para você apenas escolher o que faz mais sentido ao seu perfil, objetivo, estratégia ou rentabilidade.

Se deseja conhecer os melhores fundos disponíveis no mercado conforme os seus objetivos, deixe o seu contato clicando no link a seguir (clique aqui).

Presente de Natal: Azul Quantitativo FIM fica aberto até o fim do ano

Depois de um impressionante crescimento em 2013, o fundo Azul Quantitativo FIM infelizmente se prepara para dar adeus à novas aplicações, conforme e-mail divulgado nesta última sexta-feira. Evidentemente esse crescimento, que passou de cerca de R$ 11 milhões de patrimônio para R$ 146 milhões em apenas 12 meses, tem seu mérito. Por isso reservei o artigo de hoje para falar apenas sobre esse fundo e sua gestão.

O fundo Azul Quantitativo FIM

O Azul Quantitativo é um fundo relativamente novo, assim como sua gestora, a RMW Investimentos. O gestor do fundo, Roberto Denadai, contudo possui ampla experiência no mercado, com mais de 15 anos de trabalho nas áreas de Risco de Mercado, Pricing e Trading em bancos. O Roberto também é formado em Física pela USP, com MBA em Finanças pela FEA-USP e outras especializações na BM&FBovespa, o que deu boas bases para que ele se tornasse um expert em Trading Systems Quantitativos, isto é, modelos estatísticos e matemáticos de operações em ativos financeiros.

Diferentemente dos fundos quantitativos tradicionais, o Azul depende diretamente da tomada de decisões do gestor.
Diferentemente dos fundos quantitativos tradicionais, o Azul depende diretamente da tomada de decisões do gestor.

O curioso é que apesar de o nome do fundo lembrar fundos de alta frequência operacionalizados por robôs, como no caso do Trapezus Quant Mix FIM, o Azul Quantitativo funciona de uma forma um pouco diferente. No seu caso, as operações são de baixa frequência, ou seja, cerca de apenas 20 ordens são emitidas ao longo de um mês. Dessa forma, o modelo desenvolvido pelo Roberto nada mais é que uma que uma forma de criar regras claras e objetivas para suas operações, dentre as quais cabe ao próprio gestor a tomada de decisões e a negociação dos ativos.

Com uma meta de alcançar aproximadamente CDI + 5% a.a., os ativos negociados pelo fundo são compostos basicamente por contratos de índice futuro, DI, dólar e ativos de renda fixa como títulos do tesouro e CDBs que geram margem para as negociações. Entretanto, apesar de o foco do fundo ser o mercado futuro, a estratégia só permite uma alavancagem máxima de 80% do seu Patrimônio Líquido e em casos em que for necessário virar o dia posicionado em muitos ativos. Como são realizadas operações de baixa frequência, mas de curto prazo, é possível operar na ponta comprada ou vendida, e por isso obter ganhos tanto com um mercado altista ou baixista.

O compromisso dos sócios da RMW e do gestor também chama a atenção, uma vez que ambos possuem 100% do capital próprio aplicado no Azul Quantitativo, único fundo da asset por sinal, o que garante um maior foco da equipe e configura portanto um alinhamento de interesses bem atrativo em relação à gestão do fundo. Além disso, apesar de triste para quem ficar de fora, o fechamento do fundo para captações no próximo dia 30/12/2013 indica também uma responsabilidade de manter os resultados que o fundo vem obtendo, uma vez que um Patrimônio Líquido muito maior dificultaria as operações em um mercado de baixa liquidez como é o caso no Brasil.

Mas afinal, que resultados são esses de que tanto falei?

Os resultados

O Azul Quantitativo ganhou destaque nesse ano não apenas por seu resultado no ano de, até o momento, 167% do CDI, mas também por sua consistência nos ganhos, uma vez que em 2013 completo não houve sequer um único mês negativo, mesmo em junho quando a bolsa sofreu uma grande queda. Em seu histórico completo o resultado é melhor ainda, e atinge ganhos de 211% do CDI desde Abril de 2010 (ou 83,97% no período).

Azul-Quantitativo-Rentabilidade1

 

À medida que o fundo passou a ter um bom resultado e aumentou seu patrimônio, é possível notar que houve uma preocupação cada vez maior com o risco e volatilidade das operações, melhorando cada vez mais a relação risco x retorno do fundo. Isso fica nítido quando observamos a evolução do Índice Sharpe ao longo do tempo que passou de 0,83 para 36 meses, 1,40 para 24 meses e já chega em 1,86 em 12 meses, número realmente muito bons!

Essa redução do risco das operações pode ser vista com ainda mais clareza abaixo:

Azul-Quantitativo-Volatilidade

O fundo que chegou a bater picos de volatilidade de mais de 11%, hoje marca apenas 1,06%, um valor baixíssimo para fundos multimercado e principalmente quantitativos. Assim, com essa performance em 45 meses o fundo conseguiu bater o CDI em 31 vezes (68% das vezes), e obteve resultados positivos em 39 (86%) deles. Seu maior ganho histórico num mês foi 6,39% e a maior perda de -3,78%. Desde Nov/12 (-0,47%) o fundo não apresentou mais nenhum resultado negativo.

Com um ano de 2013 praticamente impecável, o resultado o fundo começou a se destacar em rankings e avaliações, chamando a atenção de cada vez mais investidores. Na prática, o fundo saiu de 216 cotistas em 31/12/12 para atuais 3336 cotistas em 17/12/13, crescimento bastante incomum para pequenas assets. Agora com um patrimônio próximo aos R$ 150 milhões o fundo já chegou próximo ao seu limite e por isso fechará no dia 30 deste mês.

Por isso, para quem ainda não aplica nesse fundo e procura novas oportunidades de investimento, vale a pena dar uma estudada no Azul Quantitativo. Se quiser saber mais informações e como aplicar no Azul até o fechamento no final do mês veja aqui.

______________________________________________________________________________

ATUALIZAÇÃO EM 18/12/13

O Marcelo, um dos sócios da RMW Investimentos entrou em contato hoje para parabenizar o artigo do Melhores Fundos e fez alguns comentários que achei bastante pertinente compartilhar com vocês:

  1. O caixa do fundo é composto apenas por LFTs por serem títulos menos voláteis e não terem risco de taxa, sendo portanto títulos mais conservadores. Assim o risco do caixa é somente o governo;
  2. O gestor tem vários modelos rodando simultaneamente que indicam quando entrar em uma operação e o Roberto só aperta o botão dando “ok”. É como se ele fosse somente o operacional e quem toma todas as decisões é o próprio modelo que roda;
  3. O modelo contém várias estratégias simultâneas, sendo elas de curto prazo (1 dia a 2 semanas), médio prazo (cerca de 1 mês) e longo prazo (acima de 4 meses)

______________________________________________________________________________

Gostou? Quer saber mais? Deixe seu comentário, tire suas dúvidas e sugira outros tópicos para serem abordados!

Fundos de Infraestrutura Incentivados são novidade para 2014

O fim de 2013 está próximo e já começam as dúvidas sobre o que se espera para o ano que vem. “Incerteza” é a palavra da vez e o mercado de renda variável promete fortes emoções já no começo de 2014. Contudo, um tipo de fundo relativamente novo entrará em cena e pode configurar uma boa alternativa para diversificação de carteira. Os fundos de infraestrutura serão incentivados da mesma forma que as debêntures desse setor com isenção de imposto de renda e espera-se que a partir de janeiro serão aceitos inclusive aportes do FGTS.

Brasil e o eterno problema de infraestrutura

Já é de conhecimento de grande parte dos brasileiros as deficiências existentes no país em relação à infraestrutura. Para se ter ideia do tamanho do rombo, estima-se que para que tenhamos um crescimento sustentável e nos tornemos um país desenvolvido e competitivo internacionalmente, é necessário que  sejam investidos cerca de 4% do PIB no setor de infraestrutura pelos próximos 25 anos. Hoje infelizmente investimos apenas metade desse valor e precisaríamos adicionar cerca de R$ 2,5 trilhões ao longo desse período, ou uma média de R$ 100 bilhões anuais, para atingirmos essa meta.

Mesmo depois de recentes incentivos ao setor de infraestrutura nacional, ainda existe um enorme gap entre o realmente necessário.
Mesmo depois de recentes incentivos ao setor de infraestrutura nacional, ainda existe um enorme gap em relação ao realmente necessário.

Dessa forma, além dos financiamentos de origem bancária públicos e privados, outras fontes de recursos adequadas para o setor que possui características de longa maturação para os investimentos se tornaram necessárias. A ideia é que a emissão de títulos de crédito privado, como debêntures e notas promissórias incentivadas, criaria oferta de recursos adicional advindos tanto do Brasil quanto do exterior para auxiliar na captação das empresas do setor.

Passada a euforia inicial, o resultado desse incentivo ficou muito abaixo do esperado, sobretudo por uma demanda externa que não compareceu, o que de acordo com essa matéria do Valor, explicada em grande parte como um reflexo da piora das perspectivas para o país, além da concorrência de outros títulos de menor risco como os do tesouro que também oferecem isenção de IR e IOF para investidores estrangeiros.

Com novas concessões sendo feitas pelo governo, agora buscam-se novas alternativas para que o setor avance e a presença de fundos de infraestrutura incentivados começam a sair do papel.

Os fundos de infraestrutura incentivados

Para contar com o benefício fiscal, é necessário que o fundo invista no mínimo 85% do seu patrimônio em debêntures de infraestrutura incentivadas, conforme disposto na Lei nº 12.431. Dada a sua composição, é importante observar que apesar de se tratar de um fundo de renda fixa, existirá mesmo assim o risco de se carregar prejuízo por um determinado período por se tratar de investimentos em crédito privado, ou seja, o dinheiro aplicado no fundo será destinado à empréstimos para empresas em geral de capital privado e que eventualmente podem não conseguir honrar com seus compromissos financeiros. Assim, o trabalho do fundo se baseará principalmente em selecionar as melhores empresas, com maior solidez e capacidade de pagamento e menores chances de um eventual “calote”.

Outro fator que também pode impactar no rendimento desses fundos, é o risco de taxas de juros (o mesmo presente nos fundos de inflação) que pode apresentar elevada volatilidade em períodos de alterações bruscas nas decisões de política monetária do Banco Central e quebra de expectativa dos agentes devido à marcação-a-mercado no valor das cotas. Por esse motivo, esse fundo não é recomendado para investidores mais conservadores ou que pretendam aplicar parcela relevante de sua carteira de investimentos em uma única alternativa.

Talvez por esses motivos, um fato curioso é que até pouco tempo atrás nenhum fundo que dispusesse dessa vantagem ainda havia sido criado. O primeiro fundo dessa categoria anunciado até então em setembro deste ano foi o “Bradesco Fundo de Investimento Renda Fixa Crédito Privado Infraestrutura Incentivado“, com apenas 20 cotistas do segmento private e aplicações mínimas de R$ 1.000.000,00 fechado com prazo de vencimento em 15 anos e não disponível para o público em geral.

Fundo do Bradesco iniciado  em período conturbado já sofre com as elevações das taxas de juros.
Fundo do Bradesco iniciado em período conturbado já sofre com as elevações das taxas de juros.

Como se vê, apesar de 2013 ter sido marcado por esse tipo de investimento ainda bastante restrito à poucos investidores, o ano que vêm promete mudar esse quadro. Um dos motivos que dificultariam a criação desse tipo de fundos seria a falta de liquidez no mercado secundário dessas debêntures, dificultando os resgates solicitados em fundos abertos. A solução para esse problema parece já estar em análise na CVM através de um pedido do Banco do Brasil e Votorantim para abertura de um fundo de infraestrutura incentivado negociado em bolsa, sob a forma de ETF. Assim, quando um investidor desejar seu dinheiro de volta, poderá vender sua cota à outro investidor interessado, isentando o fundo da necessidade de liquidar suas posições nas debêntures de baixa liquidez.

A segunda alternativa que promete abrir as portas desse tipo de investimento aos pequenos investidores é a aprovação da lei que permitirá a aplicação de 30% dos recursos do FGTS em um novo fundo de infraestrutura criado pela Caixa Econômica Federal à partir de janeiro de 2014 com esse propósito, conforme mostrou a Folha. O objetivo da proposta é conseguir arrecadar mais recursos para o setor que ainda permanece encalhado, além de permitir ao investidor um rendimento esperado melhor do que os míseros 3% a.a. + TR oferecidos pelo FGTS. Como boa parte das debêntures oferecem rendimentos indexados à inflação, espera-se com isso que dependendo da taxa de administração cobrada pelas gestoras, seja possível o investidor conseguir a garantia de um rendimento real ao longo do prazo investido e isento de quaisquer impostos. Sem dúvidas uma excelente alternativa, desde que tomando-se o devidos cuidados apontados no começo desse tópico.

Como investir nesses fundos?

Infelizmente ainda não existem fundos abertos e disponíveis ao público geral nessa categoria. Entretanto é grande a expectativa de que no ano que vem novas opções estejam disponíveis como as ETFs do Banco do Brasil e Votorantim.

Além disso, até que estejam disponíveis esses fundos, também é possível comprar diretamente debêntures incentivadas emitidas pelas empresas que embora não contemplem a análise de um gestor em sua escolha, não possuem o custo da taxa de administração presente nos fundos.

Para ficar sabendo dos novos fundos e alternativas de investimentos incentivados e isentos de impostos não deixe de se cadastrar no Melhores Fundos preenchendo o formulário ao lado. Se quiser mais informações também sinta-se à vontade para entrar em contato por aqui.

Gostou? Quer saber mais? Deixe seu comentário, tire suas dúvidas e sugira outros tópicos para serem abordados!

Novidade: Ferramenta de consulta de fundos atualizada diariamente!

Pois é leitores, reconheço que a frequência de postagens do site caiu bastante nas últimas semanas, mas a causa é nobre e os resultados trago hoje para vocês de primeira mão! Com muito orgulho, quero apresentar para vocês a primeira versão da lâmina de fundos do Melhores Fundos, onde será possível consultar as principais informações de todos os fundos em funcionamento no Brasil! Veja mais detalhes a seguir sobre a nova consulta de fundos.

Consulta de fundos

O objetivo da nova ferramenta do Melhores Fundos é poder trazer gratuitamente ainda mais informações sobre os fundos negociados no Brasil para os investidores e leitores do site. Como já falei em algumas ocasiões, hoje a indústria de fundos brasileira conta com mais de 13 mil fundos diferentes e por mais que eu quisesse, é praticamente impossível escrever sozinho um artigo exclusivo sobre cada um deles. Assim, agora com a lâmina de consulta de fundos é possível que o leitor consiga informações de qualquer fundo que já invista ou que esteja pensando em investir, contando com detalhes que muitas vezes a própria lâmina oficial não apresente e ainda seja atualizada diariamente.

Certo, mas que tipo de informações conseguirei visualizar nessa lâmina? Separei abaixo os principais detalhes que você encontrará na primeira versão da lâmina do Melhores Fundos.

Informações básicas sobre o fundo

As principais informações em relação às características do fundo serão encontradas logo no início da página, como o administrador, data de início, CNPJ e número de cotistas:

consulta-tabela-inicial

Gráfico de rentabilidades

A seguir, um gráfico dinâmico apresenta a rentabilidade do fundo que pode ser comparada a princípio com o CDI e/ou o Ibovespa e nos períodos de 6 meses, 1 ano, 2 anos, 3 anos e o histórico completo:

consulta-grafico-rentabilidade

Gráfico de cotistas e patrimônio médio

Neste gráfico será possível além de acompanhar a evolução do número de cotistas do fundo, também a evolução do patrimônio médio do fundo. A ideia é que seja possível analisar de maneira prática como o patrimônio do fundo está dividido entre os cotistas, ou seja, se está havendo uma pulverização maior do capital aplicado ao longo do tempo, ou também se o fundo tem recebido mais investidores de maior porte, aumentando dessa forma o patrimônio líquido médio:

consulta-grafico-cotistas

Gráfico de Patrimônio Líquido do fundo e valor aplicado pelos cotistas

Aqui é possível visualizar de forma bastante clara se afinal de contas o fundo está gerando ganhos para seus investidores ou não, e se esse ganho tem se mantido ao longo do tempo. Dessa maneira, se for crescente a diferença entre o patrimônio do fundo com seus valores aplicados (saldo das aplicações e resgates), certamente esse é um fundo que gerou valor aos seus cotistas ao longo do tempo.

consulta-grafico-patrimonio

Gráfico de drawdown do fundo

Para quem já é investidor de bolsa, provavelmente já conhece esse termo. Qualquer estratégia que invista em renda variável está sujeita a falhas e eventuais perdas, e o Drawdown refere-se justamente aos períodos nos quais essa estratégia sofre perdas constantes. Assim, nesse gráfico é possível que o investidor identifique não só o pior prejuízo histórico que o fundo já teve, como também possa avaliar a qualidade da gestão do fundo quanto tempo que se levou para recuperar dessa perda.

consulta-grafico-drawdown

Gráfico de volatilidade histórica

O último gráfico presente na lâmina apresenta a evolução histórica da volatilidade, na qual é possível que o investidor identifique a trajetória da gestão de risco das estratégias do fundo. Assim, fundos que apresentem uma volatilidade decrescente, representam uma gestão gradualmente mais conservadora e menos arriscada das operações do fundo, ao passo que o inverso indica que o gestor vem aceitando riscos cada vez maiores em busca de maiores ganhos.

consulta-grafico-volatilidade

Estatísticas gerais dos fundos

No final da lâmina será possível encontrar de forma resumida e objetiva as principais estatísticas do fundo, dentre as quais você poderá encontrar e comparar quantos meses o fundo performou positivamente e negativamente, quantas vezes bateu seu benchmark, qual seu maior e menor retorno mensal histórico e até outros indicadores como o Índice de Sharpe e a volatilidade de outros períodos.

consulta-tabela-estatisticas

Essa é apenas a primeira versão da lâmina que já foi para o ar para agilizar o lançamento e espero que gostem da novidade e fiquem de olho, pois muita novidade ainda está por vir!

Como de costume, se tiver dúvidas, comentários ou sugestões são muitíssimo bem-vindos e importantes para poderemos desenvolver um sistema ainda mais eficiente e prático com a ajuda de vocês leitores.

Um grande abraço e bom proveito à todos!

Fundos Quantitativos: XP Unique Quant aceitará novos aportes este mês

Os fundos quantitativos são um estilo de fundo multimercado que apesar de serem relativamente novos no Brasil, vem ganhando bastante destaque no mercado por sua rentabilidade robusta e em geral baixíssima volatilidade. No começo do ano eu já havia escrito sobre o Trapezus Quant Mix FIM, um excelente fundo desso mesmo estilo que até hoje só teve 1 único mês negativo (de -0,27% em junho). Como este mês acontecerá a reabertura do XP Unique Quant, outro fundo muito bom de mesmo perfil, no artigo de hoje falarei um pouco mais sobre ele e um pouco mais sobre o funcionamento desse tipo de fundos em geral.

O que são fundos quantitativos?

fundo-quantitativo
Matemática, Estatística e Computação são os elementos básicos para o funcionamento dos fundos Quantitativos.

Os fundos quantitativos são fundos que, na definição de Nelson Yoshimoto, “são fundos geridos por “máquinas pensantes”, orientados por modelos matemáticos e estatísticos complexos, fundamentados na Teoria do Caos”. Em outras palavras, esses fundos são geridos não pela tomada de decisões de um ser humano, mas sim por um modelo matemático e estatístico pré-estabelecido e executado por um computador e, em alguns casos, em altíssima frequência.

Muita gente acredita que o mercado é imprevisível e não é possível prever o futuro simplesmente através de uma função matemática. E de fato não estão errados, uma vez que é possível e perfeitamente normal que estratégias individuais eventualmente falhem. Contudo, com uma capacidade de gestão aperfeiçoada e a rápida tomada de decisões de um computador, é possível que um único fundo acompanhe e opere mais de 20 estratégias diferentes simultaneamente, fazendo assim com que o risco diversificável da carteira como um todo seja quase que completamente eliminado.

Além dessas, é possível listar outras diferentes vantagens desse tipo de gestão:

  • Imunidade em relação à emoção humana na tomada de decisões;
  • Algoritmos vão além da capacidade humana e conseguem monitorar centenas de ativos simultaneamente tick-a-tick;
  • Capacidade de gestão computacional permite elevada diversificação em ativos, mercados e estratégias diferentes, construindo um resultado totalmente descorrelacionado com outros investimentos;
  • Impossibilita a ocorrência de ingerência humana.

É claro que “nem tudo são flores” e existem algumas desvantagens nesse tipo de fundo e gestão justamente por não haver um ser humano participando das operações. Assim, não é possível adicionar na gestão, por exemplo, expectativas a respeito do futuro de determinado ativo de acordo com uma nova informação subjetiva ou até mesmo “insider” do gestor. Além disso, como as estatísticas são baseadas apenas em dados históricos passados, novas mudanças como nas regras do próprio ativo ou mercado, por exemplo, não serão consideradas no modelo.

Em geral, independentemente da diversificação desses fundos, assim como qualquer outro tipo de investimento eles estão sujeitos a perdas de curto prazo e por isso são indicados apenas para investidores de perfil moderado para cima. Por esse motivo, tanto os gestores do XP Unique Quant FIM como de outros fundos quantitativos como o Azul Quantitativo FIM, não recomendam uma alocação nesse tipo de produto com mais do que 20 ou 25% da carteira.

XP Unique Quant

A aparência complexa dos fundos quantitavis assusta a primeira vista. E não é atoa, o XP Unique Quant FIM gere mais de 20 estratégias simultaneamente!
A aparência complexa dos fundos quantitativos assusta a primeira vista. E não é a toa, o XP Unique Quant FIM gere mais de 20 estratégias simultaneamente!

Uma vez conhecidos os fundos quantitativos e suas idiossincrasias em geral, agora posso apresentar com maior tranquilidade apenas as características do fundo da XP Gestão em questão.

O XP Unique Quant teve inicio de seus negócios em 31/07/2009 e até o momento já acumula uma rentabilidade histórica de 72,29% no período ou 158% do CDI. Nos períodos mais recentes acumula 36,63% (118% do CDI) nos últimos 3 anos e 9,18% (ou 122,22% do CDI) nos últimos 12 meses.

Com uma volatilidade cada vez menor, o fundo vinha apresentando resultados mensais positivos desde dezembro/11, até que em agosto/13 sofreu novamente uma nova queda de -1,04%, recuperada logo no mês seguinte. Mesmo assim a queda na volatilidade é notável e absolutamente relacionada com uma diversificação maior das estratégias do fundo, que hoje já contam em 20 operações diferentes, conforme mostra o gráfico e tabela abaixo:

grafico-volatilidade-xp-unique-quant

 

Como se vê, a diversificação da carteira vem consolidando um resultado cada vez mais consistente para o fundo sem que isso influencie negativamente os resultados do mesmo, garantindo também com isso que o fundo seja cada vez mais descorrelacionado com quaisquer outros fundos e índices tradicionais. Mesmo com uma redução bem interessante na volatilidade para apenas 1,99% no ano de 2013, a XP Gestão ainda pretende adicionar mais algumas estratégias ao portfólio até o final do ano.

Um ponto muito interessante do fundo, é que a equipe de gestão teve o cuidado de montar a sua composição e tamanho de suas estratégias de certa forma, que um resultado negativo em uma estratégia específica não tenha força suficiente para alterar sozinha os resultados da carteira como um todo. Para isso, são realizadas inúmeras simulações e testes de stress para conseguir montar então a composição mais adequada da alocação final dos ativos do fundo. Mesmo assim, como foi dito anteriormente, é natural que em alguns casos mais de uma estratégia possa dar errado simultaneamente, fazendo com que o fundo possa apresentar resultado negativo em alguns casos, como ocorreu em agosto desse ano.

Entretanto, como o fundo tem como premissa básica operações de curto prazo, então também costuma ser comum que erros não se repitam continuamente e venham a recuperar eventuais prejuízos de maneira rápida, dado que novas operações são também descorrelacionadas das anteriores.

Veja mais algumas informações objetivas interessantes à respeito do fundo:

  • Objetivo de rentabilidade: 150% – 200% do CDI
  • Objetivo de volatilidade: 3% a 4%
  • Maior retorno histórico: 3,46% (mai/10)
  • Maior perda histórica: -2,81% (abr/11)
  • Meses positivos: 44 (88%)
  • Meses negativos: 6 (12%)
  • Meses acima do CDI: 37 (74%)
  • Meses abaixo do CDI: 13 (26%)

Como foi visto, a performance do fundo é muito boa, sobretudo no período mais recente no qual o mesmo vem diminuindo significativamente sua volatilidade e apresenta resultados cada vez mais consistentes. Contudo, vale reforçar que esse tipo de aplicação contém riscos e como a própria gestora indica, deverá compor no máximo 1/4 da carteira de um investidor.

Um último ponto importante é que essa reabertura tem tempo limitado, e depois de fechado novamente o fundo poderá aumentar seu período de resgate para novas aplicações. Veja a seguir como isso acontecerá e outras informações sobre a oferta.

Informações sobre a reabertura do XP Unique Quant FIM

Como disse anteriormente, o fundo reabrirá este mês no mesmo padrão de sempre, isto é, aplicações iniciais de R$ 10.000,00 e prazo de resgate de apenas D+4. Entretanto, essas regras podem mudar daqui pra frente para novos aplicadores. Isso é possível, assim como os atuais cotistas já sabem (depois que receberam uma carta informando as alterações do fundo), pois o XP Unique Quant montou uma estrutura de “Master Feeder”, onde um fundo principal fará as operações (o XP Unique Quant Master) e outros fundos aplicarão nele como forma de FIC (fundo de investimento em cotas). Na prática, o investidor atual e o novo investidor dessa reabertura não terá que se preocupar com nada, pois para estes nada mudará. O novo FIC manterá as mesmas condições do fundo original e o fundo master não cobrará nenhuma taxa ou custo adicional sobre a operação. Por que então montar uma estrutura como essa?

A explicação é que depois de fechado definitivamente o fundo, novas aberturas poderão ocorrer em um FIC diferente, com prazos de resgate, taxa de administração e até mesmo aplicação mínima diferenciados (geralmente para pior). Assim o fundo consegue melhorar para si as condições de investimento (como o alongamento do prazo de resgates) e consequentemente melhorar a performance do fundo.

Por fim, a gestão não chegou a fazer um bookbuilding, mas sabe que já tem alguns investidores institucionais (como outros fundos) aguardando para aplicar na reabertura, e a expectativa é que o fundo volte a fechar em 15 a 30 dias (quanto atingir o patrimônio líquido de R$ 300 milhões). Por isso, se houver interesse em aplicar sob as condições atuais do fundo não é bom aguardar tempo demais. Abaixo, veja mais informações objetivas sobre o fundo e a oferta:

  • Data da reabertura: 23 de Outubro de 2013
  • Benchmark: CDI
  • Limites de movimentação
    • Mínima inicial: R$ 10.000,00
    • Movimentação mínima: R$ 100,00
    • Saldo mínimo de permanência: R$ 1.000,00
  • Patrimônio Líquido: R$ 184.611.322,00
  • Prazo de resgate: D+4
  • Taxa de administração: 2%
  • Taxa de performance: 20% sobre o que exceder o CDI, cobrada semestralmente
  • Tributação:
  • Lâmina do fundo: Aqui.

Quem quiser saber ainda mais, é possível conferir uma apresentação com mais algumas informações sobre o fundo por aqui.

Para saber mais sobre como investir nesse fundo basta acessar aqui e enviar o formulário com as informações.

Gostou? Quer saber mais? Deixe seu comentário, tire suas dúvidas e sugira outros tópicos para serem abordados!

Como fazer uma boa diversificação de carteira

A recomendação mais comum e unânime em relação aos investimentos trata-se justamente da diversificação. O consenso à respeito dessa estratégia de investimentos é muito grande, entretanto como veremos, ela não é tão simples como parece e não basta montarmos uma carteira recheada de fundos e/ou ativos para que ela esteja mais segura ou mesmo mais eficiente. Com esse intuito apresentarei no artigo de hoje como montar uma boa carteira diversificada em fundos com alguns exemplos e quais cuidados deveremos tomar.

Não deixar os ovos na mesma cesta.
Não deixar os ovos na mesma cesta quer dizer muito mais do que simplesmente ter uma centena de cestas.

Diversificação: Quando mais nem sempre é melhor

Muitos estudos à respeito do papel da quantidade de ativos em uma carteira como redutor de risco vem sendo feito ao longo das últimas décadas. Um exemplo é o artigo do Dr. Lokanandha Reddy Irala, professor de finanças do Dhruva College of Management (Hyderabad – Índia) que avaliou empiricamente qual o impacto do aumento de diferentes ações numa carteira de investimentos na Índia. Esses estudos em geral mostram que uma quantidade infinita de ativos perde sentido como redutor de risco e uma carteira com 10 ações diferentes poderia ter uma diferença mínima de risco em relação à uma carteira de 50 ações. Veja melhor no gráfico abaixo:

graficodiversificacao

Como se vê, a partir de 15 ativos em carteira a redução de risco subsequente do aumento de ações é ínfima tanto para o risco como um todo, como para o risco diversificável das ações. Veja mais detalhes na tabela abaixo:

tabeladiversificacao

 

A conclusão do autor do artigo é de que uma carteira composta por 10 a 15 ativos diferentes já cumpriria adequadamente seu papel de diluição de riscos. Uma quantidade maior que esta não apenas traria pouca vantagem em termos de redução de risco, como também aumentaria consideravelmente a dificuldade de acompanhamento dos investimentos, o que potencialmente prejudicaria o resultado final da carteira.

Assim, montar uma carteira diversificada trata-se muito mais de uma busca por variedade e nunca quantidade. É muito mais negócio você possuir 4 ativos descorrelacionados como ações e títulos públicos, por exemplo, a ter uma carteira composta por 30 ações diferentes. Quem investia em 2008 sabe muito bem que um risco sistêmico como a crise daquele ano, carregou o mercado inteiro para baixo, independente de qualquer diversificação. Por isso, abaixo darei alguns exemplos de como montar carteiras de fundos diversificadas.

Construindo uma carteira de fundos diversificada

Quando pensamos em diversificação de fundos a abordagem torna-se um pouco diferente, uma vez que os mesmos já são por si só diversificados e portanto o objetivo da alocação nesse caso será escolher as melhores opções entre diferentes estratégias no lugar de diferentes ativos ou setores.

Analisando por essa ótica, a CVM e a ANBIMA já nos dão um grande apoio ao classificar os fundos justamente de acordo com suas estratégias e riscos. As categorias da CVM já são bastante conhecidas dos investidores e dividem-se em 4 principais alternativas: Fundos Referenciado DI, Fundos de Renda Fixa, Fundos Multimercado e Fundos de Ações, além dos Fundos Imobiliários que desconsiderarei aqui nos exemplos por suas características diferenciadas de negociação de cotas em bolsa e remuneração em conta (e não recapitalizada automaticamente).

A ANBIMA por sua vez criou ainda mais categorias para diferenciar as operações e o tipo de risco assumido por cada um dos fundos dentro dessas categorias. Recentemente resumi as categorias dos fundos multimercados em um artigo que escrevi para a Infomoney que acredito que valha a pena conferir e pode ser acessado aqui. Em relação às categorias de renda fixa e ações ainda não escrevi a respeito, mas estas costumam ser mais simples de serem interpretadas. Para mais informações veja aqui.

Assim, para ajudá-los como forma apenas de orientação e não como verdade absoluta para todos os investidores e momentos, montei um exemplo de carteira de fundos para cada perfil de risco, considerando um patrimônio inicial de cerca de R$ 1 milhão. Veja a seguir:

carteira-agressivocarteira-moderado-agressivo

carteira-moderadocarteira-conservador

 

Apesar de a aparência ser de que as carteiras ficaram diversificadas demasiadamente, a carteira com a maior quantidade de fundos diferentes é a agressiva, com 8 classificações de fundos diferentes. É interessante notar também que a medida que o perfil de risco diminui, obviamente é necessária uma diversificação cada vez menor, mas nunca concentrando o capital demais. Dividindo-se as carteiras em categorias da CVM, teríamos algo como:

  • Agressivo:
    • 40% ações;
    • 50% multimercado;
    • 10% renda fixa.
  • Moderado agressivo:
    • 20% ações;
    • 50% multimercado;
    • 20% renda fixa;
    • 10% referenciado DI.
  • Moderado:
    • 10% ações;
    • 55% multimercado;
    • 20% renda fixa;
    • 15% referenciado DI.
  • Conservador:
    • 40% multimercado;
    • 30% renda fixa;
    • 30% referenciado DI.

É evidente que qualquer uma dessas carteiras pode ser diversificada demais para alguns investidores, sobretudo investidores com um valor menor que o que escolhi acima. Mesmo assim, volto a ressaltar que este é apenas um exemplo de como diversificar uma carteira de fundos para facilitar a compreensão do leitor e não é a intenção montar um modelo perfeito a ser seguido por qualquer pessoa.

Além dos fatores de risco, é importante também constar na diversificação fatores como a liquidez, e até tratamento tributário da carteira, que podem variar a alocação de acordo com os objetivos e o prazo de investimento de cada pessoa. Se possível, também é interessante que uma carteira conte com diferentes gestores, descorrelacionando ainda mais os investimentos.

Por fim, diferentes cenários econômicos também podem alterar a composição de uma carteira. Num cenário de alta dos juros como o atual, por exemplo, com certeza fez uma boa escolha quem deixou os fundos de inflação no final do ano passado, especialmente se realocou o capital em fundos que ganham com uma essa alta, como fundos de renda fixa e referenciado DI.

Como vimos, apesar de ser um conceito amplamente conhecido pelos investidores, a diversificação pode ser muito mais complexa que apenas carregar várias cestas forradas de ativos. Se agora a diversificação parece algo muito complexo e trabalhoso, é para isso que existem profissionais que se especializam justamente no auxílio deste processo. Para maiores informações, veja aqui.

Gostou? Quer saber mais? Deixe seu comentário, tire suas dúvidas e sugira outros tópicos para serem abordados!

FII e bolha imobiliária: Devo me preocupar?

Um dos assuntos mais polêmicos dos últimos anos em relação à economia e investimentos é sem dúvidas a respeito de haver uma bolha imobiliária no Brasil. E não é por menos, uma vez que as bolhas imobiliárias foram o principal fator das mais recentes crises econômicas como nos EUA, Espanha e Portugal.

Para “colocar mais lenha na fogueira”, Robert Shiller, economista e professor da Universidade de Yale,  apesar de não afirmar, comentou que a valorização dos últimos 5 anos pode ser um indício  de bolha imobiliária em São Paulo e Rio de Janeiro.

Com isso, muitas pessoas começam a especular sobre o momento em que a bolha vai estourar, com a esperança de antecipar esse evento. Embasados através de dados como os da valorização exorbitante dos últimos 5 anos, essas pessoas vem tentando comprovar a presença de uma bolha imobiliária no Brasil e alertar sobre seus riscos para investidores e autoridades. Eu mesmo já cheguei a ficar muito preocupado com esse assunto, não só pelo risco do impacto de uma bolha imobiliária na bolsa e fundos imobiliários, mas principalmente pela sua contaminação na economia brasileira como um todo.

Contudo, depois de estudos mais aprofundados, uma boa dose de dados confrontantes e a entrada de nomes de peso na discussão, como Ricardo Amorim e Gustavo Franco, trago boas notícias a todos. A conclusão dada pelo próprio Gustavo Franco, em suas palavras foi objetiva:

Não temos bolha, por ora.

Sim, o “por ora” não está aí por acaso. Além disso, qual seria a influência de uma eventual bolha sobre os fundos imobiliários? Confira mais sobre o assunto abaixo.

O mercado de FII na visão de Gustavo Franco

Em um evento organizado pela BM&FBovespa neste último sábado (31 de agosto), Gustavo Franco, ex-presidente do Banco Central do Brasil, sócio e chairman da Rio Bravo Investimentos, palestrou a respeito dos fundos imobiliários no Brasil com bastante destaque no desenvolvimento desse mercado e seus desafios futuros. Para quem se interessar, os slides de sua apresentação podem ser vistos livremente aqui. Recomendo dar uma olhada nesse material, especialmente nos dados dos investimentos no Brasil e nos EUA.  A evolução da regulamentação dos FII de 1993 até os dias de hoje também é muito interessante.

E então? O Brasil já deve se preocupar com uma bolha imobiliária?
E então? O Brasil já deve se preocupar com uma bolha imobiliária?

Logo no início de sua apresentação, Gustavo Franco chama a atenção para um ponto muito interessante, mas pouco discutido no Brasil, sobre a existência de um efeito crowding-out no Brasil que impede com que os investimentos ganhem maior força no país, e entre outras coisas, atrase um desenvolvimento mais robusto do mercado financeiro, sobretudo no mercado de fundos imobiliários. Para quem não conhece, o crowding-out é o nome dado na economia para o efeito que os gastos públicos exercem sobre os investimentos privados, no qual quando os gastos do governo são demasiadamente elevados, há uma tendência natural de que os investimentos privados se reduzam. Isso acontece, pois, entre outros motivos, uma elevação das taxas de juros decorrente da necessidade de captação maior de recursos pelo tesouro nacional concorre com investimentos em ativos produtivos. Consequentemente, um investidor preferirá destinar seus recursos para ativos que lhe rendam juros reais elevados, com baixo risco e garantia de liquidez diária (como é o caso dos títulos públicos), ao investir em uma empresa ou um empreendimento de risco (como é o caso dos Fundos Imobiliários).

Mesmo assim, o palestrante mostrou-se confiante com o setor no Brasil e projeta que em apenas 2 anos a indústria de fundos imobiliários poderá dobrar de tamanho. Além disso, mesmo recomendando cautela, também lembra que esse ano foi o primeiro episódio de queda no valor das cotas dos FII e espera que novos fundos possam vir com rentabilidade maior e mais inovações para atrair novos investidores. Outro ponto que vale destacar é o tamanho atual do mercado de fundos imobiliários, que em vários pontos já bate de frente com o das Small Caps brasileiro, além de um crescimento no volume negociado de 2012 para 2013 de quase 50%.

Em relação à bolha imobiliária, Gustavo Franco afirmou que “vê mais dores do crescimento do que bolha”, embora seja preciso prestar atenção porque pode vir a se tornar bolha. O que aconteceu é que o preço dos aluguéis subiram no passado e então muita gente resolveu construir para ganhar com um aluguel maior, como houve um acréscimo de oferta muito maior do que a demanda, consequentemente aumentou-se a vacância. Em outras palavras, o ex-presidente do Banco Central quis dizer que houve muito mais excesso de oferta do que falta de demanda, uma vez que para ele esta mantém-se constante. De agora em diante o próprio mercado deverá se rearranjar, com um ritmo da construção civil menor e a tendência de uma redução na oferta.

Por fim, Gustavo Franco levanta temas regulatórios muito importantes que ainda devem ser tratados e esperamos que evolua com o tempo, como o papel de cada participante do mercado financeiro, a simplificação e padronização de relatórios, prospectos e materiais publicitários dos FII, organização de fatos relevantes e mesmo rating dos fundos. Cada um desses pontos é de suma importância para o desenvolvimento de um mercado mais transparente, eficiente e rentável para todos.

Justificativas de peso

Esses dias li um texto muito legal sobre o assunto no blog Defenda seu dinheiro, que resumiu os principais argumentos dos que acreditam em uma bolha imobiliária iminente e nos que acreditam que, pelo menos no momento, ainda não haja esse risco. Achei o conteúdo muito interessantes e por isso resolvi replicar esses argumentos aqui para vocês:

Argumentos contrários à existência de bolha:

  1. O crédito imobiliário no Brasil é muito baixo em relação ao PIB;
  2. O nível de emprego no Brasil está em níveis recordes, o oposto de um cenário de bolha imobiliária, onde o desemprego é que bate recordes;
  3. Excesso de valorização não é implicação de bolha imobiliária, do contrário, qualquer produto que valorizasse seria com certeza uma nova bolha, sem levar em conta outros fatores;
  4. O Brasil ainda tem muita carência de moradias;
  5. O Brasil ainda tem também muito estoque de terrenos e área úteis para construção, mesmo em grandes centros urbanos é possível encontrá-las;
  6. Se preciso, importarão mão-de-obra para todas as fases e etapas de um empreendimento na construção civil. Logo, não há preocupação com a falta de mão-de-obra.
  7. O quadro no Brasil não tem nada a ver com a crise imobiliária dos EUA e Espanha ocorridos na história recente;
  8. Supõe-se que o mercado pode estagnar e ter o valor dos imóveis corroídos pela inflação ao longo dos anos, mas cair drasticamente dado o quadro acima, provavelmente não deve ocorrer. Talvez bolhas imobiliárias locais, como as que podem ocorrer após um grande boom imobiliário numa região onde haja a construção de uma grande usina hidrelétrica, onde não tinha nada ou muito pouco de construções e a busca desenfreada por moradia pode levar a uma excessiva valorização. Após a construção terminada, muitos irão embora da região, e aí sim, os valores cairão drasticamente, pois não haveria mais aquele frenesi por busca de imóveis. Fenômeno parecido acontece com locais onde há exploração de ouro e pedras preciosas. Ambos são fenômenos locais, pontuais, e não afetariam o mercado imobiliário nacional.

Argumentos favoráveis à existência de bolha imobiliária:

  1. Os imóveis valorizaram demais nos últimos anos. Está insustentável a continuidade da valorização;
  2. As pessoas não conseguirão pagar as prestações, principalmente as classes mais baixas da população, que contraíram crédito imobiliário para pagar em vários anos;
  3. Alegam que muita gente comprou imóvel financiado;
  4. Falta de mão-de-obra;
  5. Falta de terrenos nos grandes centros;
  6. Excesso de lançamentos;
  7. Algumas construtoras já quebraram. (Argumento contrário do autor neste caso é que este é um processo normal ao longo dos anos, faz parte do capitalismo, empresas quebrarem e outras tomarem o seu lugar, é um ciclo natural).
Se já existe uma bolha imobiliária, como ter certeza disso?
Se já existe uma bolha imobiliária, como ter certeza disso?

Assim, compactuo com as opiniões de que ainda não haja um sinal claro de estouro de uma bolha imobiliária no Brasil, ainda que o mercado já comece a apresentar indícios de que já atingiu seu ápice e de agora em diante deverá apresentar um crescimento dos preços muito mais modesto e próximo à inflação. Por isso, acredito que o mercado de fundos imobiliários ainda tenha muito a oferecer e por um bom período, desde que seja montada uma boa carteira diversificada no setor.

Os fundos imobiliários inclusive tem uma grande vantagem nessa hora, não só por sua grande diversificação, como também por seus contratos de longo prazo de aluguel com grandes empresas. Portanto, para fundos que tenham como objetivo a renda de aluguel o risco é muito menor do que investir diretamente em um imóvel físico.

O próprio Itaú preparou um material exclusivo de mais de 30 páginas intitulado “O (Re)Nascimento dos Fundos Imobiliários”, que deixo à disposição de vocês aqui. O material é muito interessante e apesar de trazer consigo em boa parte um conteúdo já conhecido pelo investidor de fundos imobiliários, acho a leitura interessante, sobretudo dos tópicos referentes ao mercado imobiliário brasileiro.

Por fim, vale lembrar que esse não é um tema simples e de longe, não sou o primeiro a escrever sobre ele. Muito provavelmente você já leu um ou mais textos cheios de entusiasmo que defendam qualquer um dos pontos de vista citados acima e dificilmente chegou a alguma conclusão certeira, afinal, se fosse possível descobrirmos bolhas antes de que elas estourassem, elas simplesmente não existiriam. Infelizmente só teremos certeza nesse assunto, se a bolha estourar.

E você, o que pensa sobre o mercado imobiliário no Brasil? Como este mercado está se comportando em sua região?

BNY Mellon ARX Extra FIM: Um dos melhores fundos multimercados do país está de volta!

No artigo de hoje pretendo ser breve e o objetivo é apresentar ao leitor um dos melhores fundos multimercado de estratégia específica do Brasil em termos de consistência e rentabilidade. Escreverei sobre ele não só por sua qualidade, mas principalmente porque ele esteve fechado desde o ano passado e reabrirá para novos aportes nesse próximo dia 12! O fundo ao qual me refiro é o BNY Mellon ARX Extra FIM e tentarei falar de forma clara e objetiva sobre suas características mais importantes.

BNY Mellon ARX Extra FIM

The Bank of New York Mellon: uma das maiores e mais respeitadas instituições financeiras do mundo.
The Bank of New York Mellon: uma das maiores e mais respeitadas instituições financeiras do mundo.

Um fundo que está em operação desde maio de 2004 e acumula uma rentabilidade no período de mais de 370% (ou 182% do CDI) já merece nosso respeito. Se avaliarmos ainda a consistência do fundo com uma volatilidade média de apenas 1,86% nos últimos 12 meses, já é possível entender o porque de eu considerar esse um dos melhores fundos multimercados da atualidade.

Suas operações consistem principalmente em ativos de renda variável escolhidos metodicamente por um sistema de análise fundamentalista sob a abordagem predominante bottom-up, isto é, que dá preferência para a análise microeconômica das empresas frente à análise macroeconomicamente (explicando de forma bem simplista), uma análise competitiva baseada no modelo das 5 forças de Michael Porter e finalmente uma análise comparativa entre as alternativas disponíveis, visando sempre a melhor opção em termos de risco x retorno do ativo. A BNY Mellon ARX preparou um material que ilustra um pouco desse processo decisório do fundo. Você pode acessar esse material aqui.

Nesse modelo, o fundo realiza principalmente operações de arbitragem e long & short em ações e hedge em derivativos, o que garante a consistência dos resultados do fundo. Como costumam dizer que uma imagem vale mais do que mil palavras, veja abaixo o resultado do fundo desde o seu início:

Com exceção de 2008 e 2010 (por pouco), esse fundo nunca perdeu para o CDI em um ano.
Com exceção de 2008 e 2010 (por pouco), esse fundo nunca perdeu para o CDI em um ano.

Como é possível notar no gráfico, o fundo só não bateu o CDI em 2008 e em 2010 (que mesmo assim foi melhor que muito fundo DI por aí). Além disso, outras estatísticas do fundo chamam bastante atenção:

  • Dos 116 meses que está em operação, apenas 10 foram negativos e 106 foram positivos (aproveitamento de 91% no período);
  • Dos 10 meses negativos, 6  (60%) foram no ano de 2008, quando o fundo passou por seu pior período durante a crise;
  • O último mês negativo do fundo foi em setembro/12, com uma queda de apenas 0,03%. Fora essa, o fundo não tem um mês negativo desde outubro de 2008;
  • Mesmo para quem entrou no pior momento possível no fundo (um dia antes dele desabar na crise), o prejuízo máximo foi de -17,31%, valor recuperado em menos de um ano;
  • Dos 116 meses negociados, 82 (70,7%) foram acima do CDI e apenas 34 (29,3%) ficaram abaixo da renda fixa;
  • Maior resultado em um mês: 6,56% (abril/2009);
  • Pior resultado em um mês: -6,76% (outubro/2008).

Certamente os números do fundo comprovam sua eficiência. Para ir ainda um pouco mais além, vamos conhecer também um pouco da gestora.

A BNY Mellon ARX

Adquirida em 2008 pela BNY Mellon (Bank of New York Mellon), a ARX Capital era conhecida pela consistência de seus resultados. Prova disso foi o próprio interesse na empresa pelo BNY Mellon, instituição financeira “modesta” que possui mais de US$ 26,3 trilhões (sem erro de digitação, é ‘tri’ mesmo) sob custódia e administração no mundo todo e cerca de US$ 1,4 trilhões sob gestão.

Hoje conhecida como BNY Mellon ARX, no Brasil a instituição conta com mais de R$ 13,5 bilhões e 15 fundos de investimentos abertos em diversas categorias, um número bastante respeitável dentre as gestoras do país. Além disso, a BNY Mellon no Brasil administra cerca de 70% de todos os fundos do país.

Como se não fosse suficiente, o próprio Warren Buffett é um dos sócios do banco, fortalecendo ainda mais a credibilidade de empresa em relação à sua solidez e boa gestão.

Por fim, segue alguns dados e informações importantes em relação às aplicações no fundo:

  • Benchmark: CDI
  • Limites de movimentação
    • Mínima inicial: R$ 20.000,00
    • Movimentação mínima: R$ 5.000,00
    • Saldo mínimo de permanência: R$ 20.000,00
  • Patrimônio Líquido: R$ 623.023.192,53
  • Taxa de administração: 2%
  • Taxa de performance: 20% sobre o que exceder o CDI, cobrada semestralmente
  • Tributação:
  • Lâmina do fundo: Aqui.

Vale lembrar que o fundo só voltará a abrir no dia 12 de setembro para uma captação de mais R$ 300.000.000,00. Contudo, com a forte demanda esperada pode ser que o fundo feche para captação ainda no mesmo dia! Por isso, para quem se interessar pelo fundo é importantíssimo se antecipar e já preparar os documentos e transferências necessários para o investimento.

Para saber mais sobre como investir nesse fundo basta acessar aqui e enviar o formulário com as informações.

Gostou? Quer saber mais? Deixe seu comentário, tire suas dúvidas e sugira outros tópicos para serem abordados!