Fundo de investimento internacional e economia americana

Frente as incertezas que vive o Brasil é cada vez mais importante a proteção do patrimônio, e a diversificação em fundo de investimento internacional surge como uma excelente oportunidade de diversificar o capital em outras economias, o objetivo desse artigo e vídeo é mostrar alguns desses fundos e situação da economia americana.

O vídeo feito, conta com a participação de Lucas Paulino do Melhores Fundos e Vinicius Langoni da gestora americana Western Asset que atualmente é a maior gestora de fundos de investimento independente do Brasil onde administra mais de R$ 36 bilhões em ativos e em todo mundo faz a gestão de mais de US$ 450 bilhões de dólares, ainda conta com nove escritórios em oito países. Para saber mais sobre a Western (clique aqui)

Falamos sobre as principais economias do mundo e qual é a visão da Western, e também como aplicar em fundos de investimentos com exposição a ativos internacionais, veja o vídeo abaixo:

A diversificação do patrimônio diminui o risco do portfólio, comentamos mais a respeito no artigo Como fazer uma boa diversificação de carteira. Abaixo é listado os fundos de investimento internacional que a Western Asset disponibiliza em seu portfólio:

FUNDO DE INVESTIMENTO INTERNACIONAL

WESTERN ASSET FIA INDEX S&P 500

É um fundo de investimento internacional com exposição fiel ao índice americano S&P em reais que tem a diversificação em mais de 500 ações, cuja estratégia é receber a rentabilidade do S&P mais taxa de juros do Brasil, ou seja, S&P mais a SELIC que rende atualmente 14,25%. Por exemplo se o S&P render 10% no ano é somado com a rentabilidade da SELIC de 14,25% e chegamos a 24,25% de retorno.

WESTERN ASSET FIA BDR NÍVEL 1

É um fundo de investimento internacional que investe em BDR’s que são certificados de ações internacionais emitidos no Brasil, esse é um fundo de investimento com uma quantidade menor de ações, que são selecionadas conforme análise dos gestores, é importante destacar que tem exposição cambial, ou seja, variação da ação mais dólar.

Diversifique em fundo de investimentos internacional
Diversifique em fundo de investimentos internacional

A visão da Western sobre as principais economias do mundo são:

ESTADOS UNIDOS

Na visão da Western a economia americana tem um bom potencial de crescimento e isso se reflete na bolsa apesar de uma queda recente, é muito mais uma questão de correção do que receio de desempenho da economia americana, ou seja, abre espaço para comprar ativos da bolsa americana a valores mais baratos do que em 2014, mesmo que o crescimento não seja igual ao visto nos últimos anos, existe espaço para crescimento, mesmo que tímido.

Falando do aumento dos juros no EUA, o banco central americano (FED) já deu sinal que é questão de meses para começar a subir os juros, o objetivo é uma normalização dos juros, pois o patamar atual dos juros próximo de zero é anormal. O próprio FED já sinalizou que deve aumentar os juros para um patamar inferior ao da inflação projetada, ou seja, é um nível que ainda traz estimulo financeiro para recuperação da atividade.

CHINA

Segue com sinal de crescimento na faixa de 7%a.a., vale o destaque que é uma economia centralizada, e dirigida pelo partido comunista onde tudo é feito por engenheiros. Atualmente acontece o nascimento de uma nova China que antes funcionava como um grande “centro” produtor focado em exportação para o mundo com crescimento na faixa de 10%a.a. e “vira a chave” para uma economia de consumo interno, pois houve uma forte migração de pessoas do campo para centro que tem novas necessidades e demandam consumo.

Quer saber como investir nos melhores fundos internacionais? Deixe suas dúvidas abaixo nos comentários ou me envie suas dúvidas aqui.

S&P rebaixa o rating do Brasil | Entenda os impactos

A situação econômica brasileira que já estava complicada, agora fica pior com o a notícia que o S&P rebaixa o rating do Brasil, com esse rebaixamento da agência de risco Standard & Poor’s (S&P) o Brasil entrou no grau especulativo BB+, o objetivo do vídeo gravado é mostrar o impacto desse rebaixamento e em quais aspectos impactam a economia brasileira. Esse evento online contou com a participação de Lucas Paulino responsável pelo site Melhores Fundos e Celson Placido, estrategista-chefe da XP investimentos (Maior corretora independente do Brasil).
A agência Moody’s já havia rebaixado o rating do Brasil dia 11 de agosto para Baa3, e conforme tabela abaixo, mantém grau de investimento de qualidade média.
Temos também uma terceira agência de risco, a Fitch que mantem a nota BBB para o Brasil e mesmo rebaixando o grau de investimento para BBB-, o Brasil ainda irá manter o grau de investimentos.
Para que o grau de investimento do Brasil seja efetivamente rebaixado é necessário que mais uma agência de rating além da S&P tire o grau de investimento, ou seja, duas agências.
Atualmente o Brasil se encontra nas escalas abaixo:

S&P rebaixa o rating do Brasil

Frente a queda do S&P abrimos três grupos principais de assuntos, que é o (i) cenário econômico nacional, (ii) global e (iii) cenário político do Brasil, os tópicos foram:

CENÁRIO ECONÔMICO NACIONAL
  • Queda no Rating do Brasil pela S&P, entenda os impactos;
  • Taxa SELIC;
  • Dólar;
  • Orçamento 2016;
  • Recessão;
CENÁRIO POLITICO
  • Aumento de impostos;
  • Impeachment;
CENÁRIO ECONÔMICO GLOBAL
  • Aumento de Juros no EUA;
  • Desaceleração China;

Frente a cenários incertos na economia brasileira, nem toda notícia é ruim, pois surgem oportunidades como aplicações financeiras de alta performance, como:

  • CDB´s de bancos médios e pequenos pagando mais de 16%a.a.,
  • Debentures incentivadas (isenta de imposto de renda) com retorno superior a IPCA+7%a.a.
  •  Ações baratas,

Ao mesmo tempo é necessário cautela e conhecimento para fazer os movimentos certos, o objetivo desse vídeo é proporcionar mais conhecimento para você tomar decisões mais assertivas e não somente rentabilizar o patrimônio, mas também proteger da melhor maneira possível.

Se quiser uma assessoria especializada para fazer a alocação do patrimônio e ter uma carteira de alta performance basta entrar em contato por aqui.

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Melhores fundos multimercados em 2015

O ano começou bem para os fundos multimercados em 2015 e se comparados a 2014, tudo leva a crer que será um ano muito melhor para essa categoria.  Ao olhar o índice IFMM, nesse ano a rentabilidade para esses fundos já supera os 4%.

O IFMM é o principal índice de fundos multimercados do mercado e  pode ser usado como benchmark para ajudar a entender melhor o comportamento dos fundos disponíveis nessa categoria. Criado pelo BTG Pactual, os fundos que compõem o índice tem alguns pré-requisitos como serem classificados pela ANBIMA como: a) serem Multimercado com renda variável ou renda variável com alavancagem; b) não deve ser exclusivo; e c) não pode ser fundo espelho.

O rebalanceamento do índice é feito trimestralmente (janeiro, abril, julho e outubro) e para compor o índice, os fundos devem ter no mínimo 12 meses de histórico, além de um patrimônio líquido de no mínimo R$ 25 milhões. A mesma metodologia é válida para o IFMM-A com a diferença que este último contém somente fundos abertos para aplicação. Para entender melhor a metodologia de ambos, clique aqui. Para ver a composição de fundos que participam dos índices clique nos nomes IFMM e IFMM-A.

O índice IFMM em 2014 acumulou um rendimento de 70,2% do CDI e não é pra menos, foi um ano desafiador aos gestores de recursos frente a eleições, escândalo da Petrobrás, etc.

Mas a realidade para os fundos multimercados mudou no ano de 2015 e ao analisar os últimos 12 meses (até fevereiro/2015), o índice já representa uma rentabilidade de 112,3% do CDI mesmo contabilizando meses de muita incerteza em 2014. Vale destacar que o CDI aumentou nos últimos meses e com os fundos tendo uma performance ainda superior ao CDI, mostra como uma boa diversificação da carteira em fundos para o médio e longo prazo fazem muito sentido.

Para comparar o desempenho do IFMM com demais índices do mercado, segue tabela:

Tabela de rentabilidade dos índices
Comparação do desempenho dos índices desde Janeiro/2000

Boa parte da rentabilidade superior ao CDI em 2015 são as posições em dólar que os gestores de recursos “acertaram a mão”, e também posições feitas no exterior. As alocações feitas  no exterior vão ficar ainda mais expressivas nos fundos multimercado, pois a atual regra da CVM que permite investimento no exterior de até 20% do patrimônio líquido do fundo (em alguns fundos no máximo 10%), mas uma nova regra que será valida a partir do segundo semestre de 2015 vai possibilitar os gestores alocarem até 40% do PL do fundo no exterior.

Para entender mais o potencial dos fundos multimercados, ao separar uma amostra dos 20 fundos mais rentáveis em Janeiro e Fevereiro (bimestre), quatro deles rentabilizaram mais do que durante todo o ano de 2014, eles são: SPX, Ibiuna, Gávea e VentureStar (foi analisado somente fundos não-exclusivo e PL acima de 50 milhões).

Desempenho superior dos multimercados em 2015
Comparação da rentabilidade dos fundos multimercados em 2015 e 2014

Um exemplo prático de posições montadas no dólar e no exterior, pode ser o fundo Gávea Macro que conta com posições em dólar americano, na Ásia, EMEA (em português Europa, Oriente Médio e África), G7, entre outros. Com as novas regras da CVM, o fundo poderá alocar uma parte muito maior do seu patrimônio líquido no exterior e consequentemente potencializar o retorno.

Ok, mas como vou escolher os melhores fundos dentro de um universo de mais de 12 mil fundos?

Realmente não é um trabalho fácil. É necessário pesquisar a taxa de administração, categoria do fundo, qualificação gestor, as atuais posições e por aí vai. Ufa! Mas tenho uma notícia boa: um especialista em fundos ou assessor de investimentos pode lhe apresentar os melhores fundos e isso irá lhe poupar muito tempo e dinheiro e diante das alternativas apresentadas fica para você apenas escolher o que faz mais sentido ao seu perfil, objetivo, estratégia ou rentabilidade.

Se deseja conhecer os melhores fundos disponíveis no mercado conforme os seus objetivos, deixe o seu contato clicando no link a seguir (clique aqui).

Vale a pena reinvestir os aluguéis dos Fundos Imobiliários?

Com uma queda quase ininterrupta e a formação de novas mínimas nos fundos imobiliários desde o ciclo de aperto monetário iniciado pelo Banco Central em Abril de 2013, muitas pessoas tem se perguntado sobre o que fazer com seus fundos. A estratégia mais lógica nessas ocasiões de elevado risco de mercado, é aproveitar os preços mais baixos para reduzir o seu preço médio de compra do fundo imobiliário e aumentar o yield (aluguel) relativo recebido por cada cota. Mas será que vale mesmo a pena reinvestir os aluguéis dos fundos imobiliários?

 A estratégia

Para investidores de longo prazo de fundos imobiliários, a estratégia de reinvestir os aluguéis dos fundos imobiliários é indispensável, pois sem ela o rendimento obtido é equivalente ao de juros simples.

Reinvestir em fundos imobiliários vale mesmo a pena?
Reinvestir em fundos imobiliários vale mesmo a pena?

 

Como os rendimentos caem direto na conta do investidor e não permanecem aplicados como em um fundo tradicional não negociado em bolsa, os rendimentos não se tornam crescentes ao longo do tempo como acontece em uma caderneta de poupança, por exemplo, que rende cada vez mais à medida que os juros incidem sobre um montante maior. Em outras palavras, o efeito acumulativo de juros compostos existente em outras aplicações tal qual como as de renda fixa só estará presente se o investidor praticar o reinvestimento de seu yield.

Outra vantagem dessa estratégia é que, como apontado acima, em períodos de baixa como o atual é possível com o mesmo valor de aluguel mensal comprar cotas cada vez mais cotas, mais baratas e com uma relação yield/preço cada vez mais interessante. Mas na prática esses efeitos realmente compensam?

Vale a pena reinvestir os aluguéis?

Para responder à essa pergunta, montei uma simulação com um dos principais fundos do mercado e que já comentei por aqui: O BRCR11. Escolhi esse fundo apenas como exemplo, por ter yields mais constantes e um bom período para avaliarmos com cenários tanto de altas como baixas agudas nos preços. Nessa simulação considerei que investidores diferentes compraram 4985 cotas do BRCR11 no final de janeiro/2011 (aproximadamente R$ 500 mil) para compararmos 2 casos: 1) o investidor de longo prazo irá reaplicar todos os aluguéis que receber, comprando novas cotas do fundo no fechamento do último dia útil do mês correspondente; e  2) o investidor irá simplesmente manter o capital aplicado inicialmente e alocar os rendimentos em uma outra alternativa como o CDI.

Comparando o valor final

Ao analisar os resultados imediatos dessa simulação, uma conclusão precipitada pode ser chocante: Quem comprou e reinvestiu os aluguéis em novas cotas do BRCR11 desde janeiro de 2011, teria menos dinheiro do que aqueles que reinvestissem os aluguéis no CDI nesse período:

comparacao-valor-final

 

Objetivamente, quem reaplicou os aluguéis no CDI (sendo otimista e supondo que teria conseguido 100% do CDI líquido) teria em janeiro de 2014 um valor de R$ 12.761,77 maior em sua conta do que aquele que optou por recomprar novas cotas. Um investidor mais apressado poderia portanto concluir apenas por esses dados de que não vale a pena reinvestir seu capital em novas cotas, mas sim em alternativas “mais rentáveis”. Porém, é importante levar em consideração é que é matematicamente óbvio que quem recomprou mais cotas ao longo desse período especificamente teria um capital menor. Isso faz sentido, uma vez que o BRCR11 vem sofrendo queda sequencial em seus preços desde que o Banco Central começou a elevar os juros no país, e portanto, um indivíduo que tiver em sua carteira uma posição maior de um ativo que perdeu valor ao longo de um período, naturalmente sentirá um prejuízo maior em seu patrimônio do que outro que possuir uma posição menor.

Em outras palavras, como o investidor do primeiro caso teria em janeiro de 2014 6150 cotas do BRCR11, uma queda de apenas 1% em seus preços teria uma impacto muito maior do que o do investidor do segundo caso que teria ainda as mesmas 4985 cotas. Entretanto o inverso também é verdadeiro e uma alta no preço das cotas traria um ganho substancialmente maior para o primeiro investidor.

Comparando o valor patrimonial

Infelizmente no Brasil o mercado de fundos imobiliários é fortemente influenciado por uma de nossas mais famosas “jaboticabas brasileiras”, a maior taxa real de juros do mundo. Na minha visão, a elevadíssima correlação entre os fundos imobiliários e a taxa Selic é uma anomalia que só existe porque é possível se estabelecer um comparativo muito forte entre o risco x retorno das alternativas de renda fixa e variável no país. Afinal de contas, para que correr risco na renda variável, se posso aplicar em ativos isentos de qualquer risco como os títulos públicos e garantir mais de 12% ao ano? Se portanto essa taxa de juros aumentar ainda mais, naturalmente substituirei proporcionalmente os ativos de minha carteira, vendendo mais cotas dos meus fundos imobiliários para comprar novos títulos públicos que potencialmente serão mais rentáveis agora que o retorno dos aluguéis fixados anteriormente pelo preço que paguei nas cotas.

Para efeito de comparação, nos EUA por exemplo, onde a taxa de juros reais deles muitas vezes chegam a ser negativas, pouco importa um aumento de 0,5 ponto percentual nessa taxa. Valeria a pena trocar um aluguel no Brasil de 8% a.a. (com risco de renda variável) por um juro de 12% a.a. em títulos do tesourode curto prazo? Por outro lado, valeria a pena trocar um aluguel de 6% a.a. em média nos fundos imobiliários (REITs) norte-americanos por um juro de menos de 1% em títulos do tesouro de curto prazo, mesmo que esses juros subam no curto prazo?

O ponto a que quero chegar é: será que o BRCR11, assim como boa parte de outros fundos imobiliários no Brasil estão sendo cotados à seus preços justos? Apesar de isoladamente não ser um indicador certeiro, um bom indicativo desse valor pode ser o patrimônio líquido  por cota do fundo, que de acordo com os relatórios de gestão do BTG Pactual, atualmente é de R$ 170,98, um valor 46,14% maior do que o preço cotado no fechamento de hoje (18/02/14) na Bovespa. Portanto se o Brasil entrar no futuro em um novo ciclo de prosperidade e baixa dos juros rumo à níveis civilizados, como ficaria este cenário supondo que o preço das cotas atingisse o valor patrimonial divulgado pelo fundo?

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Assim, como foi possível que o primeiro investidor recomprasse cotas cada vez mais baratas, se um novo ciclo otimista permitisse uma alta nos preços até que estes batessem com o patrimônio líquido do fundo, esse investidor teria em sua conta R$ 207.886,11 (24,39%) a mais. Agora, nestas condições o risco de ter os R$ 12 mil a menos em comparação com o segundo investidor não se torna muito mais interessante?

Comparando a rentabilidade mensal

Um outro ponto importantíssimo é o diferencial na rentabilidade mensal conquistada por cada um dos investidores conforme demonstrado abaixo:

comparacao-rendimentos-mensais

Em apenas 3 anos, a diferença de aluguéis recebidos pelo primeiro e o segundo investidor já chegaria à R$ 1.176,75 (23% maior), sendo essa diferença crescente ao longo do tempo tanto por conta do aumento do número de cotas pelo primeiro investidor como pelos reajustes de aluguéis periódicos do fundo. Essa renda crescente não só bonifica o investidor em mais renda, como torna o processo de acumulação de novas cotas cada vez mais rápido e agressivo, justamente como ocorrem com os juros compostos ao longo do tempo.

Diante desses dados fica mais aceitável concluir que não somente vale a pena o reinvestimento dos yields dos fundos imobiliários, como especialmente nesses momentos de baixa eles são essenciais para que se possa adquirir uma quantidade maior de cotas por um preço mais atrativo, aumentando consequentemente o rendimento mensal e o potencial de ganho de valorização futuro.

Contudo, essa conclusão possui uma ressalva que jamais pode ser deixada de lado. Ela só vale quando consideramos que os fundos vão mal por questões mercadológicas, e não por conta dos fundamentos desse fundo em si. Continuar comprando novas cotas de um fundo que vai mal das pernas por suas próprias características ou má gestão não faz o menor sentido.

Por isso como sempre é imprescindível que se faça uma análise criteriosa para a escolha dos fundos que irão compor a sua carteira, além de sempre manter sua carteira diversificada entre diferentes fundos e classes de ativos.

E você? Reinveste seus aluguéis no próprio fundo ou os direciona para outros ativos? Na sua opinião o cenário atual é uma crise ou uma oportunidade para os investimentos em fundos imobiliários?

8 Principais riscos do investimento em fundos imobiliários

Depois de surgirem como estrelas em 2011 e 2012 e passarem por um 2013 decepcionante, os fundos imobiliários dividem opiniões para 2014. Se por um lado centenas de “profetas do apocalipse” já desenham uma bolha imobiliária estourando no Brasil ainda no primeiro semestre do ano, poucos nomes ainda resistem à tentação e defendem suas posições de que não haverá estouro de bolha no Brasil, sobretudo no setor de imóveis “econômicos”. Como já disse em outros artigos, infelizmente é impossível se prever com certeza se há de fato uma bolha em formação e ‘se’ ou ‘quando’ ela irá estourar, caso contrário as pessoas simplesmente se antecipariam à esse movimento e as bolhas não existiriam. Assim sendo, independente de haver ou não uma bolha no Brasil, quais são os principais riscos do investimento em fundos imobiliários?

Riscos do investimento em fundos imobiliários

Os fundos imobiliários diferentemente dos imóveis físicos compartilham de alguns dos riscos que são comuns geralmente em ativos financeiros. Assim, como os FII geralmente são caracterizados como um misto entre renda fixa e variável boa parte de seus riscos está associado à esses tipos de investimentos. Conheça os 8 riscos mais comuns:

Incêndio em prédio na Av. Rio Branco, no Centro do Rio de Janeiro. Será que imóveis são investimentos isentos de risco?
Incêndio em prédio na Av. Rio Branco, no Centro do Rio de Janeiro em junho de 2012. Será que imóveis são realmente investimentos isentos de risco? foto: Márcia Foletto/Agência O Globo

1. Risco de Mercado

O risco mais comum em qualquer ativo de renda variável sem dúvidas é o Risco de Mercado, que representa o risco envolvido nas flutuações do preço do ativo em si, além da oscilação de outras variáveis envolvidas na operação como o câmbio para investimentos no exterior, por exemplo.

Assim, fatores como oferta e demanda, variações na taxa de juros do país, as condições do mercado imobiliário e principalmente os fundamentos do fundo em questão podem fazer com que o preço de suas cotas apresentem valorizações ou desvalorizações em alguns casos bastante agudas, como o que aconteceu com o Maxi Renda (MXRF11) no ano passado.

2. Risco de Liquidez

Assim como em outros ativos financeiros, pode ser que quando você desejar recuperar o seu investimento vendendo suas cotas à mercado, pode ser que não hajam compradores, e mesmo que houverem pode acontecer de existir um enorme gap entre os valores de venda das cotas e as ordens de compra. Nesses casos, o investidor corre o risco de ter de escolher entre esperar um tempo indeterminado para recuperar seu dinheiro ou vender suas cotas mais baratas do que desejaria.

Apesar de o mercado de fundos imobiliários no Brasil ter crescido de forma impressionante em 2012, ainda é relativamente pequeno comparado com outros mercados como o de ações. Por isso, ainda é comum encontrar fundos imobiliários que passam vários dias sem uma única negociação na bolsa.

3. Risco de Concentração, Pulverização e Diluição de cotistas

Os fundos imobiliários por negociarem suas cotas em mercado aberto podem acabar sofrendo uma concentração de seu capital em um único cotista. Caso esse cotista se torne majoritário no fundo, o risco é que algumas decisões e deliberações possam ser tomadas em seu próprio interesse frente à outros cotistas do fundo. Além disso, caso um cotista adquira individualmente mais do que 25% das cotas do fundo, pela legislação vigente (Lei 9.779/99, Art. 2º) o fundo perde a vantagem tributária de isenção de IR, impactando diretamente os resultados do investimento.

Um outro risco presente também em outros ativos de renda variável é o de diluição, que acontece quando o fundo faz uma chamada de capital para novos empreendimentos. Caso o investidor não faça um aporte de pelo menos a mesma proporção da sua quantidade de cotas, acabará perdendo participação no capital do fundo.

4. Risco de crédito, vacância e inadimplência

Embora boa parte dos fundos imobiliários contem com a vantagem da diversificação em dezenas e as vezes centenas de inquilinos, o risco de crédito, vacância e inadimplência estará quase sempre presente nos ativos imobiliários. No caso da vacância se um imóvel específico tiver dificuldade para encontrar locatários, sua receita pode ser comprometida temporariamente até que novas locações sejam feitas, forçando inclusive em alguns casos o fundo a alugar por um valor abaixo do considerado justo pelo mercado.

A inadimplência também pode ocorrer quando um locatário encontrar dificuldades financeiras em honrar com seus compromissos, assim como aconteceu com o Eike Batista há pouco tempo atrás. Nesse caso além de parte da receita ser comprometida com o não pagamento, existe o custo e a burocracia jurídica caso um despejo seja necessário.

O risco de crédito por sua vez não está relacionado diretamente à um imóvel em si, mas principalmente à dívidas imobiliárias adquiridas pelo fundo sob a forma de títulos financeiros como LCIs, LHs e CRIs. Nesse caso, se um dos emissores tiver problemas em honrar com o pagamento do rendimento de seus títulos, o retorno do fundo também pode ser comprometido.

5. Risco de sinistro

Acontecer um terremoto ou passar um furacão pelo Brasil é algo bastante improvável, apesar de não ser impossível como alguns eventos naturais incomuns por aqui tem mostrado nos últimos anos. Além disso, acidentes originados por falhas humanas como incêndios ou uma engenharia mal planejada podem ser mais comuns do que se imagina. Lembram do prédio que desabou no Rio de Janeiro em 25 de janeiro de 2012? Do prédio que desabou no mês passado em Guarulhos ainda em construção? Ou mesmo do acidente no Itaquerão, o estádio de futebol do Corinthians?

É comum pensarmos que o investimento em imóveis físicos é um patrimônio isento de risco, mas como disse, acidentes de engenharia são muito mais comuns do que se parece.

6. Risco de desapropriação

E se o governo decidir que justamente onde se encontra um dos imóveis de seu fundo é o local perfeito para passar “aquele novo viaduto”? Nesse caso não há muito o que fazer, a não ser vender o imóvel para o governo por um preço que nem sempre pode ser o considerado o mais justo pelos cotistas.

O Opportunity passou por um caso desses em um de seus fundos imobiliários há cerca de 4 anos atrás e apesar de fazer um mal negócio vendendo o imóvel quase pelo mesmo preço que pagou (conforme apontado pelo item 8), ainda foi acusado de corrupção pela revista Carta Capital.

7. Riscos Jurídicos e Burocráticos

Apesar de bem amarrados em contratos públicos e privados, os fundos imobiliários também correm riscos jurídicos. No fundo imobiliário AESAPAR (AEFI11), por exemplo, o início das obras nos imóveis de Campinas-SP e Cuiabá-MT estão previstas para iniciar apenas em janeiro por conta da demora na aprovação dos projetos e liberação do alvará de construção.

O caso mais conhecido foi o dos shoppings que estavam irregulares em São Paulo e tiveram que arcar com pesadas multas. Desses shoppings, 4 pertenciam a fundos imobiliários.

No Fundo Imobiliário Hospital da Criança a intervenção jurídica foi direta, acarretando em redução de sua rentabilidade e consequentemente no preço de suas cotas, como mostrou a Arena do Pavini.

8. Riscos da gestão e administração de terceiros

Investimentos de qualquer tipo que dependam da gestão e administração de terceiros estão sempre sujeitos à riscos em relação à idoneidade e mesmo a competência do contratado. Dessa forma, assim como em qualquer fundo de investimentos, é possível que hajam conflitos de interesse entre os gestores e administradores de um fundo imobiliário e seus cotistas, como foi o caso do Maxi Renda em relação à forma como seus rendimentos era calculados.

Outros problemas podem acontecer como quando um fundo decide realizar uma nova captação de recursos a mercado com a intenção de aumentar sua receita na taxa de administração em cima de um PL maior, embora nem sempre isso seja de maior interesse para os cotistas como quando essa captação demora para ser alocada em algum investimento rentável.

Demais riscos

Outros riscos também podem existir, embora ainda mais improváveis do que alguns que citei aqui, como no caso de guerras, revoluções, moratória e outras situações.

A lista de riscos implícitos em um investimento imobiliário é grande e tratando-se de fundos imobiliários pode ser maior ainda, embora boa parte deles tenha pouca probabilidade de vir a ocorrer. Contudo, a grande vantagem dos fundos imobiliários é que eles reduzem efetivamente todos os riscos citados acima através da diversificação de portfólio, com exceção dos fundos de um único imóvel específico.

Se você conhece mais algum risco envolvido no investimento de fundos imobiliários que não foi citado, por favor deixe nos comentários!

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Presente de Natal: Azul Quantitativo FIM fica aberto até o fim do ano

Depois de um impressionante crescimento em 2013, o fundo Azul Quantitativo FIM infelizmente se prepara para dar adeus à novas aplicações, conforme e-mail divulgado nesta última sexta-feira. Evidentemente esse crescimento, que passou de cerca de R$ 11 milhões de patrimônio para R$ 146 milhões em apenas 12 meses, tem seu mérito. Por isso reservei o artigo de hoje para falar apenas sobre esse fundo e sua gestão.

O fundo Azul Quantitativo FIM

O Azul Quantitativo é um fundo relativamente novo, assim como sua gestora, a RMW Investimentos. O gestor do fundo, Roberto Denadai, contudo possui ampla experiência no mercado, com mais de 15 anos de trabalho nas áreas de Risco de Mercado, Pricing e Trading em bancos. O Roberto também é formado em Física pela USP, com MBA em Finanças pela FEA-USP e outras especializações na BM&FBovespa, o que deu boas bases para que ele se tornasse um expert em Trading Systems Quantitativos, isto é, modelos estatísticos e matemáticos de operações em ativos financeiros.

Diferentemente dos fundos quantitativos tradicionais, o Azul depende diretamente da tomada de decisões do gestor.
Diferentemente dos fundos quantitativos tradicionais, o Azul depende diretamente da tomada de decisões do gestor.

O curioso é que apesar de o nome do fundo lembrar fundos de alta frequência operacionalizados por robôs, como no caso do Trapezus Quant Mix FIM, o Azul Quantitativo funciona de uma forma um pouco diferente. No seu caso, as operações são de baixa frequência, ou seja, cerca de apenas 20 ordens são emitidas ao longo de um mês. Dessa forma, o modelo desenvolvido pelo Roberto nada mais é que uma que uma forma de criar regras claras e objetivas para suas operações, dentre as quais cabe ao próprio gestor a tomada de decisões e a negociação dos ativos.

Com uma meta de alcançar aproximadamente CDI + 5% a.a., os ativos negociados pelo fundo são compostos basicamente por contratos de índice futuro, DI, dólar e ativos de renda fixa como títulos do tesouro e CDBs que geram margem para as negociações. Entretanto, apesar de o foco do fundo ser o mercado futuro, a estratégia só permite uma alavancagem máxima de 80% do seu Patrimônio Líquido e em casos em que for necessário virar o dia posicionado em muitos ativos. Como são realizadas operações de baixa frequência, mas de curto prazo, é possível operar na ponta comprada ou vendida, e por isso obter ganhos tanto com um mercado altista ou baixista.

O compromisso dos sócios da RMW e do gestor também chama a atenção, uma vez que ambos possuem 100% do capital próprio aplicado no Azul Quantitativo, único fundo da asset por sinal, o que garante um maior foco da equipe e configura portanto um alinhamento de interesses bem atrativo em relação à gestão do fundo. Além disso, apesar de triste para quem ficar de fora, o fechamento do fundo para captações no próximo dia 30/12/2013 indica também uma responsabilidade de manter os resultados que o fundo vem obtendo, uma vez que um Patrimônio Líquido muito maior dificultaria as operações em um mercado de baixa liquidez como é o caso no Brasil.

Mas afinal, que resultados são esses de que tanto falei?

Os resultados

O Azul Quantitativo ganhou destaque nesse ano não apenas por seu resultado no ano de, até o momento, 167% do CDI, mas também por sua consistência nos ganhos, uma vez que em 2013 completo não houve sequer um único mês negativo, mesmo em junho quando a bolsa sofreu uma grande queda. Em seu histórico completo o resultado é melhor ainda, e atinge ganhos de 211% do CDI desde Abril de 2010 (ou 83,97% no período).

Azul-Quantitativo-Rentabilidade1

 

À medida que o fundo passou a ter um bom resultado e aumentou seu patrimônio, é possível notar que houve uma preocupação cada vez maior com o risco e volatilidade das operações, melhorando cada vez mais a relação risco x retorno do fundo. Isso fica nítido quando observamos a evolução do Índice Sharpe ao longo do tempo que passou de 0,83 para 36 meses, 1,40 para 24 meses e já chega em 1,86 em 12 meses, número realmente muito bons!

Essa redução do risco das operações pode ser vista com ainda mais clareza abaixo:

Azul-Quantitativo-Volatilidade

O fundo que chegou a bater picos de volatilidade de mais de 11%, hoje marca apenas 1,06%, um valor baixíssimo para fundos multimercado e principalmente quantitativos. Assim, com essa performance em 45 meses o fundo conseguiu bater o CDI em 31 vezes (68% das vezes), e obteve resultados positivos em 39 (86%) deles. Seu maior ganho histórico num mês foi 6,39% e a maior perda de -3,78%. Desde Nov/12 (-0,47%) o fundo não apresentou mais nenhum resultado negativo.

Com um ano de 2013 praticamente impecável, o resultado o fundo começou a se destacar em rankings e avaliações, chamando a atenção de cada vez mais investidores. Na prática, o fundo saiu de 216 cotistas em 31/12/12 para atuais 3336 cotistas em 17/12/13, crescimento bastante incomum para pequenas assets. Agora com um patrimônio próximo aos R$ 150 milhões o fundo já chegou próximo ao seu limite e por isso fechará no dia 30 deste mês.

Por isso, para quem ainda não aplica nesse fundo e procura novas oportunidades de investimento, vale a pena dar uma estudada no Azul Quantitativo. Se quiser saber mais informações e como aplicar no Azul até o fechamento no final do mês veja aqui.

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ATUALIZAÇÃO EM 18/12/13

O Marcelo, um dos sócios da RMW Investimentos entrou em contato hoje para parabenizar o artigo do Melhores Fundos e fez alguns comentários que achei bastante pertinente compartilhar com vocês:

  1. O caixa do fundo é composto apenas por LFTs por serem títulos menos voláteis e não terem risco de taxa, sendo portanto títulos mais conservadores. Assim o risco do caixa é somente o governo;
  2. O gestor tem vários modelos rodando simultaneamente que indicam quando entrar em uma operação e o Roberto só aperta o botão dando “ok”. É como se ele fosse somente o operacional e quem toma todas as decisões é o próprio modelo que roda;
  3. O modelo contém várias estratégias simultâneas, sendo elas de curto prazo (1 dia a 2 semanas), médio prazo (cerca de 1 mês) e longo prazo (acima de 4 meses)

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Fundos de Infraestrutura Incentivados são novidade para 2014

O fim de 2013 está próximo e já começam as dúvidas sobre o que se espera para o ano que vem. “Incerteza” é a palavra da vez e o mercado de renda variável promete fortes emoções já no começo de 2014. Contudo, um tipo de fundo relativamente novo entrará em cena e pode configurar uma boa alternativa para diversificação de carteira. Os fundos de infraestrutura serão incentivados da mesma forma que as debêntures desse setor com isenção de imposto de renda e espera-se que a partir de janeiro serão aceitos inclusive aportes do FGTS.

Brasil e o eterno problema de infraestrutura

Já é de conhecimento de grande parte dos brasileiros as deficiências existentes no país em relação à infraestrutura. Para se ter ideia do tamanho do rombo, estima-se que para que tenhamos um crescimento sustentável e nos tornemos um país desenvolvido e competitivo internacionalmente, é necessário que  sejam investidos cerca de 4% do PIB no setor de infraestrutura pelos próximos 25 anos. Hoje infelizmente investimos apenas metade desse valor e precisaríamos adicionar cerca de R$ 2,5 trilhões ao longo desse período, ou uma média de R$ 100 bilhões anuais, para atingirmos essa meta.

Mesmo depois de recentes incentivos ao setor de infraestrutura nacional, ainda existe um enorme gap entre o realmente necessário.
Mesmo depois de recentes incentivos ao setor de infraestrutura nacional, ainda existe um enorme gap em relação ao realmente necessário.

Dessa forma, além dos financiamentos de origem bancária públicos e privados, outras fontes de recursos adequadas para o setor que possui características de longa maturação para os investimentos se tornaram necessárias. A ideia é que a emissão de títulos de crédito privado, como debêntures e notas promissórias incentivadas, criaria oferta de recursos adicional advindos tanto do Brasil quanto do exterior para auxiliar na captação das empresas do setor.

Passada a euforia inicial, o resultado desse incentivo ficou muito abaixo do esperado, sobretudo por uma demanda externa que não compareceu, o que de acordo com essa matéria do Valor, explicada em grande parte como um reflexo da piora das perspectivas para o país, além da concorrência de outros títulos de menor risco como os do tesouro que também oferecem isenção de IR e IOF para investidores estrangeiros.

Com novas concessões sendo feitas pelo governo, agora buscam-se novas alternativas para que o setor avance e a presença de fundos de infraestrutura incentivados começam a sair do papel.

Os fundos de infraestrutura incentivados

Para contar com o benefício fiscal, é necessário que o fundo invista no mínimo 85% do seu patrimônio em debêntures de infraestrutura incentivadas, conforme disposto na Lei nº 12.431. Dada a sua composição, é importante observar que apesar de se tratar de um fundo de renda fixa, existirá mesmo assim o risco de se carregar prejuízo por um determinado período por se tratar de investimentos em crédito privado, ou seja, o dinheiro aplicado no fundo será destinado à empréstimos para empresas em geral de capital privado e que eventualmente podem não conseguir honrar com seus compromissos financeiros. Assim, o trabalho do fundo se baseará principalmente em selecionar as melhores empresas, com maior solidez e capacidade de pagamento e menores chances de um eventual “calote”.

Outro fator que também pode impactar no rendimento desses fundos, é o risco de taxas de juros (o mesmo presente nos fundos de inflação) que pode apresentar elevada volatilidade em períodos de alterações bruscas nas decisões de política monetária do Banco Central e quebra de expectativa dos agentes devido à marcação-a-mercado no valor das cotas. Por esse motivo, esse fundo não é recomendado para investidores mais conservadores ou que pretendam aplicar parcela relevante de sua carteira de investimentos em uma única alternativa.

Talvez por esses motivos, um fato curioso é que até pouco tempo atrás nenhum fundo que dispusesse dessa vantagem ainda havia sido criado. O primeiro fundo dessa categoria anunciado até então em setembro deste ano foi o “Bradesco Fundo de Investimento Renda Fixa Crédito Privado Infraestrutura Incentivado“, com apenas 20 cotistas do segmento private e aplicações mínimas de R$ 1.000.000,00 fechado com prazo de vencimento em 15 anos e não disponível para o público em geral.

Fundo do Bradesco iniciado  em período conturbado já sofre com as elevações das taxas de juros.
Fundo do Bradesco iniciado em período conturbado já sofre com as elevações das taxas de juros.

Como se vê, apesar de 2013 ter sido marcado por esse tipo de investimento ainda bastante restrito à poucos investidores, o ano que vêm promete mudar esse quadro. Um dos motivos que dificultariam a criação desse tipo de fundos seria a falta de liquidez no mercado secundário dessas debêntures, dificultando os resgates solicitados em fundos abertos. A solução para esse problema parece já estar em análise na CVM através de um pedido do Banco do Brasil e Votorantim para abertura de um fundo de infraestrutura incentivado negociado em bolsa, sob a forma de ETF. Assim, quando um investidor desejar seu dinheiro de volta, poderá vender sua cota à outro investidor interessado, isentando o fundo da necessidade de liquidar suas posições nas debêntures de baixa liquidez.

A segunda alternativa que promete abrir as portas desse tipo de investimento aos pequenos investidores é a aprovação da lei que permitirá a aplicação de 30% dos recursos do FGTS em um novo fundo de infraestrutura criado pela Caixa Econômica Federal à partir de janeiro de 2014 com esse propósito, conforme mostrou a Folha. O objetivo da proposta é conseguir arrecadar mais recursos para o setor que ainda permanece encalhado, além de permitir ao investidor um rendimento esperado melhor do que os míseros 3% a.a. + TR oferecidos pelo FGTS. Como boa parte das debêntures oferecem rendimentos indexados à inflação, espera-se com isso que dependendo da taxa de administração cobrada pelas gestoras, seja possível o investidor conseguir a garantia de um rendimento real ao longo do prazo investido e isento de quaisquer impostos. Sem dúvidas uma excelente alternativa, desde que tomando-se o devidos cuidados apontados no começo desse tópico.

Como investir nesses fundos?

Infelizmente ainda não existem fundos abertos e disponíveis ao público geral nessa categoria. Entretanto é grande a expectativa de que no ano que vem novas opções estejam disponíveis como as ETFs do Banco do Brasil e Votorantim.

Além disso, até que estejam disponíveis esses fundos, também é possível comprar diretamente debêntures incentivadas emitidas pelas empresas que embora não contemplem a análise de um gestor em sua escolha, não possuem o custo da taxa de administração presente nos fundos.

Para ficar sabendo dos novos fundos e alternativas de investimentos incentivados e isentos de impostos não deixe de se cadastrar no Melhores Fundos preenchendo o formulário ao lado. Se quiser mais informações também sinta-se à vontade para entrar em contato por aqui.

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Fundo Exclusivo: O que é e quais as suas vantagens

Existe uma forma de se investir através de um fundo criado para um único investidor e contar com algumas vantagens bastante interessantes. Os Fundos Exclusivos, estrutura bastante rara em 2008, hoje já conta com cerca de 160 fundos diferentes, de acordo com dados da ANBIMA. Entretanto, se os fundos teoricamente se beneficiam justamente por ser uma estrutura de condomínio na qual os condôminos (leia-se cotistas) levam vantagem justamente pela divisão de custos, qual o sentido de abrir um fundo para apenas um único investidor?

Confira esse conteúdo em vídeo ou texto abaixo:

Vídeo com a participação de Lucas Paulino cofundador do Melhores Fundos e Rodrigo Fizsman especialista em fundos exclusivos e gestor da área de Wealth management da XP Investimentos.

Fundo Exclusivo: Uma solução para grandes investidores

Se na teoria um fundo para um único investidor não faz o menor sentido, a prática nos diz o contrário pela própria existência dos mesmos e mais do que isso, por ser uma estrutura utilizada apenas pelos grandes e mais experientes investidores.

Puxados por grandes players, número de fundos exclusivos ficou mais comum nos últimos 5 anos.
Puxados por grandes players, número de fundos exclusivos ficou mais comum nos últimos 5 anos.

Os Fundos Exclusivos (estrutura com um único cotista) e Restritos (que aceitam apenas um grupo específico de investidores como uma família, por exemplo) tem como objetivo principal constituir uma estrutura que conte com as mesmas vantagens dos fundos tradicionais abertos ao público geral, mas com uma disposição de sua carteira personalizada para seu investidor de acordo com seu perfil de risco além outras características específicas. Para simplificação e deixar uma leitura mais agradável, no texto tratarei sempre como “Fundos Exclusivos” regras que servem para ambos os casos.

Atualmente esse tipo de fundo ainda está disponível apenas para grandes investidores, pois com um capital relativamente pequeno, custos como os da contratação de um auditor e outras taxas acabam se tornando demasiadamente altos. Assim, na maioria dos casos, o capital inicial recomendado para se abrir um fundo exclusivo pelas principais gestoras é de R$ 10 milhões.

Existem ainda a opção de se montar um fundo que seja aberto, isto é, que aceite aportes e resgates livremente, ou fechado, que tenham um prazo de vencimento e resgates somente se pré-programados. A principal diferença entre os dois tipos de fundos é que o primeiro conta com uma liquidez maior (o investidor pode sacar o dinheiro quando quiser) e o segundo conta com vantagens tributárias, como a isenção do come-cotas caso não seja classificado como um fundo de ações. Em resumo as diferenças são as seguinte:

Fundo Aberto

  • Aplicações e resgates livres e ilimitados;
  • Incidência de come-cotas – exceção para FIA (Fundo de Investimentos em Ações);
  • Alíquota de IR de acordo com a tabela regressiva – exceção para FIA.

Fundo Fechado

  • Aplicações feitas no máximo 2 vezes ao ano;
  • Podem haver amortizações de 12 em 12 meses;
  • Resgate total apenas no encerramento do fundo;
  • Isenção do come-cotas.

Como sempre, minha intenção é simplificar e não apenas despejar informações no texto. Assim, o que pretendo responder nesse texto é se afinal de contas vale ou não vale a pena abrir um próprio fundo para gerir o seu dinheiro. Desde agora já antecipo que o velho “depende” tão adorado por economistas também vale aqui. Por isso, apresentarei as principais vantagens e desvantagens de se investir através de um Fundo Exclusivo no Brasil, de forma que no mínimo o autor compreenda o funcionamento desse tipo de estrutura e consiga realizar sua tomada de decisões mais bem embasado.

Vantagens de um Fundo Exclusivo

Gestão personalizada, planejamento sucessório e vantagens tributárias são algumas das principais vantagens que ter um Fundo Exclusivo pode oferecer. Veja em mais detalhes essas e outras vantagens a seguir:

Gestão Personalizada

Se um fundo padrão já consegue garantir o trabalho de um gestor profissional para direcionar seus investimentos e de mais centenas de investidores, melhor que isso somente se esse gestor personalizasse os investimentos da forma mais adequada para você. E esse é o principal diferencial de um Fundo Exclusivo nesse quesito. Através dessa estrutura, você não contará apenas com um gestor profissional selecionando e acompanhado os ativos de sua carteira, como também terá acesso a um canal muito mais direto para discutir os resultados das aplicações com esse gestor.

Estrutura Operacional

Uma outra grande vantagem dos Fundos Exclusivos, é que essa estrutura dos fundos tradicionais permite que o cotista escolha a troca de administrador, gestor, auditor ou qualquer outro participante da operação caso esteja insatisfeito desta. Assim, ao contrário do que acontece com os fundos abertos ao público nos quais é preciso resgatar o investimento e pagar impostos antecipadamente, é possível que o investidor simplesmente migre esse fundo para um outro participante de sua escolha, evitando assim o resgate e a tributação antecipada.

Relatórios Gerenciais padronizados

Uma grande dificuldade que vejo de muitos investidores é de fato acompanhar o resultado de suas aplicações. Se uma carteira é composta por ações, títulos de renda fixa, outros fundos, imóveis e qualquer outro ativo, no final a complexidade é tamanha que dificilmente se sabe responder à pergunta mais básica: afinal estou ganhando dinheiro ou não com meus investimentos?

Nesse sentido, investir através de um fundo facilita a vida de qualquer investidor, uma vez que todos os ativos serão precificados diariamente e divididos em valores das cotas calculados pelo administrador do fundo. É a simples valorização ou desvalorização do preço dessas cotas que determinará e irá mensurar os ganhos ou perdas provenientes dos investimentos feitos nesse fundo, simplificando em muito o acompanhamento do investidor. Além disso, outras variáveis que dificilmente seriam calculadas pelo próprio investidor individualmente como volatilidade, índice de Sharpe e a comparação com algum benchmark como o CDI passarão a estar disponíveis de maneira muito prática, inclusive aqui mesmo nas lâminas do Melhores Fundos, evidentemente respeitando o sigilo das informações emitidas pela própria CVM.

Planejamento Sucessório

Em primeiro lugar a própria organização da herança já fica facilitada por conta da não necessidade do longo e caro processo de inventário. Assim, a transmissão dos ativos do fundo para os herdeiros pode ser feita através de uma doação previamente escriturada em cartório de modo que o atual proprietário do fundo continuará usufruindo dos bens até o seu falecimento.

Blindagem Patrimonial

Especialmente para quem é empresário ou atua em algum alto cargo executivo, os fundos exclusivos também servem como uma forma de blindagem patrimonial para o investidor, no sentido de que os ativos pertencentes ao fundo não são atingidos por eventuais problemas que a empresa possa passar, como em uma execução de dívidas, por exemplo.

Vantagem Tributária

O último lugar reservei para um dos pontos que mais tem atraído os investidores, que é justamente a eficiência tributária desse modelo. Aqui a maior vantagem de longe é que o investidor não precisa pagar impostos sobre a movimentação de ativos que for realizada dentro do fundo, ou seja, é possível comprar e vender ações sem ter que pagar nada no final do mês ou qualquer outro período, mas somente quando for feito um resgate financeiro do fundo. Dessa forma, perdas também compensam os ganhos automaticamente na hora de pagar os impostos no resgate do fundo, o que torna o processo de pagar impostos não só muito mais simples, como também mais justo e barato.

Assim, para investidores de longo prazo que não pretendam realizar resgates dos seus investimentos antes da aposentadoria, é bem provável que fiquem anos sem que se pague impostos, desde que esse fundo não sofra a incidência de come-cotas. Lembrando que essa incidência não ocorre apenas em fundos classificados como fundos de ações (com mais de 67% do capital comprado em ações) ou em fundos fechados.

Desvantagens de um Fundo Exclusivo

Apesar de as vantagens apresentadas, os fundos exclusivos não são sempre a melhor alternativa para qualquer investidor por contarem especialmente com 2 desvantagens que podem não fazer sentido em certos casos:

Custos

Abrir um fundo no Brasil ainda é bastante complicado em termos de custos. São taxas para a CVM e para a ANBIMA, é necessário contratar um Auditor, um Custodiante e ainda pagar as famosas taxas de administração e performance (se for o caso). Para piorar, quando se investe em outros fundos de investimentos pelo fundo exclusivo, acaba acontecendo a bitaxação dos custos dos fundos, o que acaba impactando negativamente nos resultados dos investimentos. De fato os custos de manutenção não são um atrativo para os fundos exclusivos com patrimônio baixo e justamente por esse motivo há aquela recomendação de um capital mínimo de 10 milhões de reais pelas gestoras.

Desvantagem Tributária

Pois é, apesar da questão tributária ser um dos principais atrativos dos fundos exclusivos, em alguns casos ela pode não ser nada interessante. Em primeiro lugar, ativos como LCIs, LCAs, LHs e outros ativos interessantes por seus benefícios de isenção de IR perdem o total sentido por conta do fundo ser considerado uma pessoa jurídica e portanto não poder contar com esses diferenciais.

A segunda desvantagem se dá aos fundos não estruturados como FIA, Previdência ou forem abertos e que portanto sofram a incidência da antecipação do IR por meio do come-cotas semestral. Apesar de parecer que faça pouca diferença essa incidência, a XP Investimentos simulou o impacto do come-cotas de um fundo de R$ 10 milhões com rentabilidade anual média de 8,75% a.a. ao longo de 10 anos. Veja o resultado abaixo:

simulação

Como se vê, mesmo com um rendimento bastante conservador e uma única aplicação o come-cotas já prejudica consideravelmente os resultados do fundo e por isso fundos estruturados sob essa condição acabam se tornando menos interessantes.

 Fundo R&C FIM – Um case para ser lembrado

Antes de encerrar esse texto, um case que gostaria de compartilhar é um fundo exclusivo criado pelo gestor Claudio Coppola Di Todaro, conhecido no mercado como ‘Claudinho’. O famoso fundo R&C Fundo de Investimento Multimercado criado em julho de 2005 já acumula até hoje a espantosa rentabilidade de 29.130%! Isso quer dizer que se você tivesse colocado nesse fundo apenas R$ 10 mil e tivesse “esquecido” lá, então parabéns, atualmente você seria um milionário com quase R$ 3 milhões na conta.

Rentabilidade do R&C bateu de longe o CDI e o Ibovespa. Entretanto esse não é um fundo para cardíacos.
Rentabilidade do R&C bateu de longe o CDI e o Ibovespa. Entretanto esse não é um fundo indicado para cardíacos.

Apesar de olharmos para o resultado histórico e nos bater uma tristeza no coração por não termos “entrado nessa” lá atrás, somos pouquíssimos de nós mesmos que teriam ficado durante todo o período desse investimento. Digo isso, pois o gestor adiciona pesadas doses de alavancagem em suas operações que constituíram uma volatilidade histórica de quase 70% e períodos em que o fundo chegou a cair mais de 70% em menos de um mês.

drawdown-r&c-fundo-multimercado

 

Como se vê, a relação risco x retorno nesse fundo se expressa perfeitamente e os picos e vales acontecem de maneira aguda e diversas vezes ao longo do histórico do fundo. Além disso a recuperação do prejuízo pode levar alguns meses em alguns casos como foi entre 2006 e 2008 e 2011 e 2012, o que aumenta ainda mais a ansiedade de quem não estivesse preparado para um investimento desse perfil.

Um último dado muito interessante desse fundo está relacionado ao seu patrimônio conforme a imagem abaixo:

patrimonio-r&c-fundo-multimercado

 

Para os que ainda não conhecem esse gráfico podem se perguntar agora: Ué, patrimônio positivo e valor aplicado negativo? Como pode?

Sem enrolações, isso quer dizer simplesmente que o Claudio não apenas já retirou todo o dinheiro que investiu inicialmente (R$ 10.300.000,00), como também já resgatou mais outros R$ 69.921.904,59 e ainda sobraram no fundo outros R$ 33.062.038,00. Ou seja, com os R$ 10.300.000,00 iniciais, Claudio conseguiu fazer 10.300.000,00 + 69.921.904,59 + 33.062.038,00 = R$ 113.283.942,59! Isto é, Claudio criou sozinho nada menos que R$ 102.983.942,59 em apenas 8 anos no mercado financeiro. Acredito que esse seja o grande sonho de todos os investidores não é?

E não é atoa que esses resultados chamaram tanto a atenção de outros investidores, ao ponto de que esses viessem atrás do Claudio para também poder participar desses ganhos. O resultado fez com que o gestor disponibilizasse novos fundos abertos ao público que seguissem sua estratégia original, porém com um risco significativamente menor. Para quem quiser conhecer mais a história do R&C e seu gestor, recomendo a leitura desse artigo disponibilizado pelo Valor Econômico em maio de 2012.

Se quiser saber melhor como abrir seu próprio fundo exclusivo e quaisquer outras informações, basta entrar em contato por aqui.

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Novidade: Ferramenta de consulta de fundos atualizada diariamente!

Pois é leitores, reconheço que a frequência de postagens do site caiu bastante nas últimas semanas, mas a causa é nobre e os resultados trago hoje para vocês de primeira mão! Com muito orgulho, quero apresentar para vocês a primeira versão da lâmina de fundos do Melhores Fundos, onde será possível consultar as principais informações de todos os fundos em funcionamento no Brasil! Veja mais detalhes a seguir sobre a nova consulta de fundos.

Consulta de fundos

O objetivo da nova ferramenta do Melhores Fundos é poder trazer gratuitamente ainda mais informações sobre os fundos negociados no Brasil para os investidores e leitores do site. Como já falei em algumas ocasiões, hoje a indústria de fundos brasileira conta com mais de 13 mil fundos diferentes e por mais que eu quisesse, é praticamente impossível escrever sozinho um artigo exclusivo sobre cada um deles. Assim, agora com a lâmina de consulta de fundos é possível que o leitor consiga informações de qualquer fundo que já invista ou que esteja pensando em investir, contando com detalhes que muitas vezes a própria lâmina oficial não apresente e ainda seja atualizada diariamente.

Certo, mas que tipo de informações conseguirei visualizar nessa lâmina? Separei abaixo os principais detalhes que você encontrará na primeira versão da lâmina do Melhores Fundos.

Informações básicas sobre o fundo

As principais informações em relação às características do fundo serão encontradas logo no início da página, como o administrador, data de início, CNPJ e número de cotistas:

consulta-tabela-inicial

Gráfico de rentabilidades

A seguir, um gráfico dinâmico apresenta a rentabilidade do fundo que pode ser comparada a princípio com o CDI e/ou o Ibovespa e nos períodos de 6 meses, 1 ano, 2 anos, 3 anos e o histórico completo:

consulta-grafico-rentabilidade

Gráfico de cotistas e patrimônio médio

Neste gráfico será possível além de acompanhar a evolução do número de cotistas do fundo, também a evolução do patrimônio médio do fundo. A ideia é que seja possível analisar de maneira prática como o patrimônio do fundo está dividido entre os cotistas, ou seja, se está havendo uma pulverização maior do capital aplicado ao longo do tempo, ou também se o fundo tem recebido mais investidores de maior porte, aumentando dessa forma o patrimônio líquido médio:

consulta-grafico-cotistas

Gráfico de Patrimônio Líquido do fundo e valor aplicado pelos cotistas

Aqui é possível visualizar de forma bastante clara se afinal de contas o fundo está gerando ganhos para seus investidores ou não, e se esse ganho tem se mantido ao longo do tempo. Dessa maneira, se for crescente a diferença entre o patrimônio do fundo com seus valores aplicados (saldo das aplicações e resgates), certamente esse é um fundo que gerou valor aos seus cotistas ao longo do tempo.

consulta-grafico-patrimonio

Gráfico de drawdown do fundo

Para quem já é investidor de bolsa, provavelmente já conhece esse termo. Qualquer estratégia que invista em renda variável está sujeita a falhas e eventuais perdas, e o Drawdown refere-se justamente aos períodos nos quais essa estratégia sofre perdas constantes. Assim, nesse gráfico é possível que o investidor identifique não só o pior prejuízo histórico que o fundo já teve, como também possa avaliar a qualidade da gestão do fundo quanto tempo que se levou para recuperar dessa perda.

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Gráfico de volatilidade histórica

O último gráfico presente na lâmina apresenta a evolução histórica da volatilidade, na qual é possível que o investidor identifique a trajetória da gestão de risco das estratégias do fundo. Assim, fundos que apresentem uma volatilidade decrescente, representam uma gestão gradualmente mais conservadora e menos arriscada das operações do fundo, ao passo que o inverso indica que o gestor vem aceitando riscos cada vez maiores em busca de maiores ganhos.

consulta-grafico-volatilidade

Estatísticas gerais dos fundos

No final da lâmina será possível encontrar de forma resumida e objetiva as principais estatísticas do fundo, dentre as quais você poderá encontrar e comparar quantos meses o fundo performou positivamente e negativamente, quantas vezes bateu seu benchmark, qual seu maior e menor retorno mensal histórico e até outros indicadores como o Índice de Sharpe e a volatilidade de outros períodos.

consulta-tabela-estatisticas

Essa é apenas a primeira versão da lâmina que já foi para o ar para agilizar o lançamento e espero que gostem da novidade e fiquem de olho, pois muita novidade ainda está por vir!

Como de costume, se tiver dúvidas, comentários ou sugestões são muitíssimo bem-vindos e importantes para poderemos desenvolver um sistema ainda mais eficiente e prático com a ajuda de vocês leitores.

Um grande abraço e bom proveito à todos!

Fundos Quantitativos: XP Unique Quant aceitará novos aportes este mês

Os fundos quantitativos são um estilo de fundo multimercado que apesar de serem relativamente novos no Brasil, vem ganhando bastante destaque no mercado por sua rentabilidade robusta e em geral baixíssima volatilidade. No começo do ano eu já havia escrito sobre o Trapezus Quant Mix FIM, um excelente fundo desso mesmo estilo que até hoje só teve 1 único mês negativo (de -0,27% em junho). Como este mês acontecerá a reabertura do XP Unique Quant, outro fundo muito bom de mesmo perfil, no artigo de hoje falarei um pouco mais sobre ele e um pouco mais sobre o funcionamento desse tipo de fundos em geral.

O que são fundos quantitativos?

fundo-quantitativo
Matemática, Estatística e Computação são os elementos básicos para o funcionamento dos fundos Quantitativos.

Os fundos quantitativos são fundos que, na definição de Nelson Yoshimoto, “são fundos geridos por “máquinas pensantes”, orientados por modelos matemáticos e estatísticos complexos, fundamentados na Teoria do Caos”. Em outras palavras, esses fundos são geridos não pela tomada de decisões de um ser humano, mas sim por um modelo matemático e estatístico pré-estabelecido e executado por um computador e, em alguns casos, em altíssima frequência.

Muita gente acredita que o mercado é imprevisível e não é possível prever o futuro simplesmente através de uma função matemática. E de fato não estão errados, uma vez que é possível e perfeitamente normal que estratégias individuais eventualmente falhem. Contudo, com uma capacidade de gestão aperfeiçoada e a rápida tomada de decisões de um computador, é possível que um único fundo acompanhe e opere mais de 20 estratégias diferentes simultaneamente, fazendo assim com que o risco diversificável da carteira como um todo seja quase que completamente eliminado.

Além dessas, é possível listar outras diferentes vantagens desse tipo de gestão:

  • Imunidade em relação à emoção humana na tomada de decisões;
  • Algoritmos vão além da capacidade humana e conseguem monitorar centenas de ativos simultaneamente tick-a-tick;
  • Capacidade de gestão computacional permite elevada diversificação em ativos, mercados e estratégias diferentes, construindo um resultado totalmente descorrelacionado com outros investimentos;
  • Impossibilita a ocorrência de ingerência humana.

É claro que “nem tudo são flores” e existem algumas desvantagens nesse tipo de fundo e gestão justamente por não haver um ser humano participando das operações. Assim, não é possível adicionar na gestão, por exemplo, expectativas a respeito do futuro de determinado ativo de acordo com uma nova informação subjetiva ou até mesmo “insider” do gestor. Além disso, como as estatísticas são baseadas apenas em dados históricos passados, novas mudanças como nas regras do próprio ativo ou mercado, por exemplo, não serão consideradas no modelo.

Em geral, independentemente da diversificação desses fundos, assim como qualquer outro tipo de investimento eles estão sujeitos a perdas de curto prazo e por isso são indicados apenas para investidores de perfil moderado para cima. Por esse motivo, tanto os gestores do XP Unique Quant FIM como de outros fundos quantitativos como o Azul Quantitativo FIM, não recomendam uma alocação nesse tipo de produto com mais do que 20 ou 25% da carteira.

XP Unique Quant

A aparência complexa dos fundos quantitavis assusta a primeira vista. E não é atoa, o XP Unique Quant FIM gere mais de 20 estratégias simultaneamente!
A aparência complexa dos fundos quantitativos assusta a primeira vista. E não é a toa, o XP Unique Quant FIM gere mais de 20 estratégias simultaneamente!

Uma vez conhecidos os fundos quantitativos e suas idiossincrasias em geral, agora posso apresentar com maior tranquilidade apenas as características do fundo da XP Gestão em questão.

O XP Unique Quant teve inicio de seus negócios em 31/07/2009 e até o momento já acumula uma rentabilidade histórica de 72,29% no período ou 158% do CDI. Nos períodos mais recentes acumula 36,63% (118% do CDI) nos últimos 3 anos e 9,18% (ou 122,22% do CDI) nos últimos 12 meses.

Com uma volatilidade cada vez menor, o fundo vinha apresentando resultados mensais positivos desde dezembro/11, até que em agosto/13 sofreu novamente uma nova queda de -1,04%, recuperada logo no mês seguinte. Mesmo assim a queda na volatilidade é notável e absolutamente relacionada com uma diversificação maior das estratégias do fundo, que hoje já contam em 20 operações diferentes, conforme mostra o gráfico e tabela abaixo:

grafico-volatilidade-xp-unique-quant

 

Como se vê, a diversificação da carteira vem consolidando um resultado cada vez mais consistente para o fundo sem que isso influencie negativamente os resultados do mesmo, garantindo também com isso que o fundo seja cada vez mais descorrelacionado com quaisquer outros fundos e índices tradicionais. Mesmo com uma redução bem interessante na volatilidade para apenas 1,99% no ano de 2013, a XP Gestão ainda pretende adicionar mais algumas estratégias ao portfólio até o final do ano.

Um ponto muito interessante do fundo, é que a equipe de gestão teve o cuidado de montar a sua composição e tamanho de suas estratégias de certa forma, que um resultado negativo em uma estratégia específica não tenha força suficiente para alterar sozinha os resultados da carteira como um todo. Para isso, são realizadas inúmeras simulações e testes de stress para conseguir montar então a composição mais adequada da alocação final dos ativos do fundo. Mesmo assim, como foi dito anteriormente, é natural que em alguns casos mais de uma estratégia possa dar errado simultaneamente, fazendo com que o fundo possa apresentar resultado negativo em alguns casos, como ocorreu em agosto desse ano.

Entretanto, como o fundo tem como premissa básica operações de curto prazo, então também costuma ser comum que erros não se repitam continuamente e venham a recuperar eventuais prejuízos de maneira rápida, dado que novas operações são também descorrelacionadas das anteriores.

Veja mais algumas informações objetivas interessantes à respeito do fundo:

  • Objetivo de rentabilidade: 150% – 200% do CDI
  • Objetivo de volatilidade: 3% a 4%
  • Maior retorno histórico: 3,46% (mai/10)
  • Maior perda histórica: -2,81% (abr/11)
  • Meses positivos: 44 (88%)
  • Meses negativos: 6 (12%)
  • Meses acima do CDI: 37 (74%)
  • Meses abaixo do CDI: 13 (26%)

Como foi visto, a performance do fundo é muito boa, sobretudo no período mais recente no qual o mesmo vem diminuindo significativamente sua volatilidade e apresenta resultados cada vez mais consistentes. Contudo, vale reforçar que esse tipo de aplicação contém riscos e como a própria gestora indica, deverá compor no máximo 1/4 da carteira de um investidor.

Um último ponto importante é que essa reabertura tem tempo limitado, e depois de fechado novamente o fundo poderá aumentar seu período de resgate para novas aplicações. Veja a seguir como isso acontecerá e outras informações sobre a oferta.

Informações sobre a reabertura do XP Unique Quant FIM

Como disse anteriormente, o fundo reabrirá este mês no mesmo padrão de sempre, isto é, aplicações iniciais de R$ 10.000,00 e prazo de resgate de apenas D+4. Entretanto, essas regras podem mudar daqui pra frente para novos aplicadores. Isso é possível, assim como os atuais cotistas já sabem (depois que receberam uma carta informando as alterações do fundo), pois o XP Unique Quant montou uma estrutura de “Master Feeder”, onde um fundo principal fará as operações (o XP Unique Quant Master) e outros fundos aplicarão nele como forma de FIC (fundo de investimento em cotas). Na prática, o investidor atual e o novo investidor dessa reabertura não terá que se preocupar com nada, pois para estes nada mudará. O novo FIC manterá as mesmas condições do fundo original e o fundo master não cobrará nenhuma taxa ou custo adicional sobre a operação. Por que então montar uma estrutura como essa?

A explicação é que depois de fechado definitivamente o fundo, novas aberturas poderão ocorrer em um FIC diferente, com prazos de resgate, taxa de administração e até mesmo aplicação mínima diferenciados (geralmente para pior). Assim o fundo consegue melhorar para si as condições de investimento (como o alongamento do prazo de resgates) e consequentemente melhorar a performance do fundo.

Por fim, a gestão não chegou a fazer um bookbuilding, mas sabe que já tem alguns investidores institucionais (como outros fundos) aguardando para aplicar na reabertura, e a expectativa é que o fundo volte a fechar em 15 a 30 dias (quanto atingir o patrimônio líquido de R$ 300 milhões). Por isso, se houver interesse em aplicar sob as condições atuais do fundo não é bom aguardar tempo demais. Abaixo, veja mais informações objetivas sobre o fundo e a oferta:

  • Data da reabertura: 23 de Outubro de 2013
  • Benchmark: CDI
  • Limites de movimentação
    • Mínima inicial: R$ 10.000,00
    • Movimentação mínima: R$ 100,00
    • Saldo mínimo de permanência: R$ 1.000,00
  • Patrimônio Líquido: R$ 184.611.322,00
  • Prazo de resgate: D+4
  • Taxa de administração: 2%
  • Taxa de performance: 20% sobre o que exceder o CDI, cobrada semestralmente
  • Tributação:
  • Lâmina do fundo: Aqui.

Quem quiser saber ainda mais, é possível conferir uma apresentação com mais algumas informações sobre o fundo por aqui.

Para saber mais sobre como investir nesse fundo basta acessar aqui e enviar o formulário com as informações.

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